Três perguntas a Paulo Ruão

Paulo Ruão, responsável pela direção técnica e enólogo da empresa Lavradores de Feitoria

Quem é o Paulo Ruão ?

Nasceu a 22 de Julho de 1962 em Paredes, Porto, em plena Região dos vinhos verdes.

É licenciado em Enologia pela UTAD, fez formação no L’Institut L’Oenologie de Bordeaux e desempenhou funções de Diretor de Enologia na empresa de Vinho do Porto RAMOS PINTO de 1988 a junho de 2005.

Neste período, foi membro do grupo de estudo das categorias especiais do vinho do Porto, no IVDP; membro do grupo técnico da associação das empresas do Vinho do Porto e membro da junta especial das aguardentes da mesma associação.

Foi elemento do Júri do concurso Wine Challenge em Londres, e deu formação na Escola Superior de Biotecnologia da Uni. Católica.

É membro da Comissão do Estatuto do profissional de Enologia, que compete conferir o título profissional de Enólogo. É desde então, responsável pela direção técnica e Enólogo da empresa Lavradores de Feitoria, na região do Douro, e membro do conselho de administração.

Um vinho e o prato que melhor o acompanha?

Para esta pergunta, respondo com uma ligação que me marcou muito, que achei perfeita e parece que o vinho foi criado para a acompanhar, que é o Meruge tinto com algum tempo de garrafa, por exemplo o 2011, com Coxa de pato confitada crocante (Confit de canard), acompanhada com batata e legumes.

Muito simples mas divinal.

Dicas para melhorar a experiência com o vinho?

Uma das dicas importantes é, ao escolher um vinho, ter sempre em conta a sua denominação de origem (DOC). Este detalhe permite saber ou orientar para um estilo/perfil de vinho que vai beber. Ao escolher um vinho sem denominação, pode ter algumas surpresas. Outra das dicas importante, é a temperatura de se beber o vinho. Deve-se sempre verificar, a que temperatura o produtor aconselha que o vinho seja servido, no sentido de potenciar todas as suas qualidades obtendo-se assim o melhor resultado.

A escolha do copo que vai beber o vinho é importante, porque vai influenciar a prova.

Quando estamos a criar um vinho, todo ele é pensado para ser servido em copo de vidro fino, mais ou menos aberto para se poder sentir o aroma, e de seguida o paladar, que faz parte do prazer de se tomar um vinho. Para os diferentes vinhos foram criados diferentes copos, daí a sua importância. Normalmente para vinhos brancos, vinhos mais aromáticos e mais exuberantes, são escolhidos copos mais fechados e mais altos, com o objetivo de canalizar os aromas para o nariz, para que possam ser detetados mais facilmente. Para os vinhos tintos, escolhem-se copos maiores e mais largos para que recebam o ar no seu meio, libertando os aromas e os sabores que caracterizam o vinho.

Outra dica importante é tentar escolher o vinho de acordo com o prato que se vai comer, por exemplo, se vai comer carne vermelha, suculenta e bem temperada, deve escolher de preferência um vinho tinto, com algum corpo e uma boa estrutura (ver doc), normalmente ligam melhor. Se escolher um prato mais suave, por exemplo com carnes brancas ou pastas, deve escolher um vinho mais suave e mais leve, menos encorpado e até menos alcoólico, ou até um Branco mais encorpado, por exemplo com estágio.

Os vinhos brancos, por serem mais leves, elegantes e mais frescos, ligam muito bem com saladas e pratos de peixe e marisco.

À medida que se vai tendo experiência com o vinho, pode-se ousar fazer ligações menos tradicionais, usando vinhos com idade e longos estágios em garrafa, obtendo sensações excelentes.

Este é verdadeiro mundo do Vinho.

Um vinho Lavradores de Feitoria para:

Partilhar com os amigos

Três Bagos Reserva tinto

Guardar e beber daqui a 10 anos:

Três Bagos Grande Escolha 2014 tinto

Levar para uma ilha deserta:

 Meruge Tinto

Para beber enquanto cozinha:

Lavradores de feitoria Branco

Para o final do dia:

Três Bagos Sauvignon Blanc branco

Da cave para beber agora:

 Quinta da Costa das Aguaneiras 2011 tinto

Receber as novidades do Adegga