Lavradores de Feitoria aposta em nova identidade na gama de vinhos ‘Três Bagos’

Três é a conta que Deus fez!

E que assenta na perfeição neste novo capítulo da gama ‘Três Bagos’. A duriense Lavradores de Feitoria estreia uma nova imagem para a marca bandeira do seu portefólio – a que se juntam a homónima Lavradores de Feitoria, Meruge, Quinta da Costa das Aguaneiras, Cheda e Gadiva. Esta é a terceira “colecção” da roupagem ‘Três Bagos’, sendo que pelo meio houve a integração do novo logótipo da Lavradores de Feitoria nos rótulos. Uma novidade cuja estreia coube ao ‘Três Bagos Reserva tinto 2015’, precisamente a terceira colheita desta referência báquica. Segue-se o ‘Três Bagos Grande Escolha tinto 2014’, prestes a chegar ao mercado.

 

Um restyling, a cargo da M&A Creative Agency – a mesma empresa que desenvolveu a nova identidade institucional da Lavradores de Feitoria –, onde o trio de bagos foi invadido pelas curvas sinuosas do Douro Vinhateiro, e um vinho que aquece a alma nos dias em que os termómetros descem ao sabor da estação.

 

Feito a partir das castas Tinta Roriz (40%), Touriga Nacional (25%) e Touriga Franca (35%) de vinhas com mais de 30 anos, o DOC Douro ‘Três Bagos Reserva tinto 2015’ fermentou, durante o processo de vinificação, em cubas de inox, ao que se seguiu o estágio de 50% em inox, 25% em barrica nova e os restantes 25% em barrica de segundo ano.

 

Na cor é dominado pelo vermelho vivo e denota um aroma frutado, sobretudo a fruta vermelha bem madura, com destaque para a ameixa e a amora silvestre, com as quais a madeira “casa” na perfeição, ou seja, está bem integrada e discreta, tornando este ‘Reserva’ um vinho elegante, equilibrado e muito agradável. Na boca é muito saboroso, bem estruturado e elegante, com notas de fruta madura, taninos suaves e uma acidez muito equilibrada, características que lhe confere harmonia e promove a longevidade. Apresenta um final longo e bastante saboroso.

Três perguntas a Paulo Ruão

Paulo Ruão, responsável pela direção técnica e enólogo da empresa Lavradores de Feitoria

Quem é o Paulo Ruão ?

Nasceu a 22 de Julho de 1962 em Paredes, Porto, em plena Região dos vinhos verdes.

É licenciado em Enologia pela UTAD, fez formação no L’Institut L’Oenologie de Bordeaux e desempenhou funções de Diretor de Enologia na empresa de Vinho do Porto RAMOS PINTO de 1988 a junho de 2005.

Neste período, foi membro do grupo de estudo das categorias especiais do vinho do Porto, no IVDP; membro do grupo técnico da associação das empresas do Vinho do Porto e membro da junta especial das aguardentes da mesma associação.

Foi elemento do Júri do concurso Wine Challenge em Londres, e deu formação na Escola Superior de Biotecnologia da Uni. Católica.

É membro da Comissão do Estatuto do profissional de Enologia, que compete conferir o título profissional de Enólogo. É desde então, responsável pela direção técnica e Enólogo da empresa Lavradores de Feitoria, na região do Douro, e membro do conselho de administração.

Um vinho e o prato que melhor o acompanha?

Para esta pergunta, respondo com uma ligação que me marcou muito, que achei perfeita e parece que o vinho foi criado para a acompanhar, que é o Meruge tinto com algum tempo de garrafa, por exemplo o 2011, com Coxa de pato confitada crocante (Confit de canard), acompanhada com batata e legumes.

Muito simples mas divinal.

Dicas para melhorar a experiência com o vinho?

Uma das dicas importantes é, ao escolher um vinho, ter sempre em conta a sua denominação de origem (DOC). Este detalhe permite saber ou orientar para um estilo/perfil de vinho que vai beber. Ao escolher um vinho sem denominação, pode ter algumas surpresas. Outra das dicas importante, é a temperatura de se beber o vinho. Deve-se sempre verificar, a que temperatura o produtor aconselha que o vinho seja servido, no sentido de potenciar todas as suas qualidades obtendo-se assim o melhor resultado.

A escolha do copo que vai beber o vinho é importante, porque vai influenciar a prova.

Quando estamos a criar um vinho, todo ele é pensado para ser servido em copo de vidro fino, mais ou menos aberto para se poder sentir o aroma, e de seguida o paladar, que faz parte do prazer de se tomar um vinho. Para os diferentes vinhos foram criados diferentes copos, daí a sua importância. Normalmente para vinhos brancos, vinhos mais aromáticos e mais exuberantes, são escolhidos copos mais fechados e mais altos, com o objetivo de canalizar os aromas para o nariz, para que possam ser detetados mais facilmente. Para os vinhos tintos, escolhem-se copos maiores e mais largos para que recebam o ar no seu meio, libertando os aromas e os sabores que caracterizam o vinho.

Outra dica importante é tentar escolher o vinho de acordo com o prato que se vai comer, por exemplo, se vai comer carne vermelha, suculenta e bem temperada, deve escolher de preferência um vinho tinto, com algum corpo e uma boa estrutura (ver doc), normalmente ligam melhor. Se escolher um prato mais suave, por exemplo com carnes brancas ou pastas, deve escolher um vinho mais suave e mais leve, menos encorpado e até menos alcoólico, ou até um Branco mais encorpado, por exemplo com estágio.

Os vinhos brancos, por serem mais leves, elegantes e mais frescos, ligam muito bem com saladas e pratos de peixe e marisco.

À medida que se vai tendo experiência com o vinho, pode-se ousar fazer ligações menos tradicionais, usando vinhos com idade e longos estágios em garrafa, obtendo sensações excelentes.

Este é verdadeiro mundo do Vinho.

Um vinho Lavradores de Feitoria para:

Partilhar com os amigos

Três Bagos Reserva tinto

Guardar e beber daqui a 10 anos:

Três Bagos Grande Escolha 2014 tinto

Levar para uma ilha deserta:

 Meruge Tinto

Para beber enquanto cozinha:

Lavradores de feitoria Branco

Para o final do dia:

Três Bagos Sauvignon Blanc branco

Da cave para beber agora:

 Quinta da Costa das Aguaneiras 2011 tinto

Melhores do Ano 2017 – João Paulo Martins

Melhores do Ano 2017 – João Paulo Martins

Aqui fica a lista de premiados presentes no Adegga WineGuide

Vinho Tipo Prémio
Chryseia 2015 Tinto Melhores do Ano
Messias Garrafeira Clássico 2013 Tinto Melhores do Ano
Mouchão Tonel 3-4 2011 Tinto Melhores do Ano
Torre 2011 Tinto Melhores do Ano
Monte da Ravasqueira Vinhas das Romãs 2014 Tinto Melhores do Ano
Soalheiro 2016 Espumante Melhores do Ano
Messias Grande Cuvée Milésime 2013 Espumante Melhores do Ano
Messias Colheita 1963 Fortificado Melhores do Ano
Quinta do Vesúvio Vintage 2015 Fortificado Melhores do Ano
Graham’s The Stone Terraces Vintage 2015 Fortificado Melhores do Ano
Bacalhôa Moscatel de Setúbal Superior 20 anos 1996 Fortificado Melhores do Ano
João Portugal Ramos Loureiro 2016 Branco Boas compras até 4€
João Portugal Ramos Loios 2016 Branco Boas compras até 4€
Lavradores de Feitoria 2016 Rosé Boas compras até 4€
Quinta do Sobreiró de Cima 2016 Tinto Boas compras até 4€
Castelo do Sulco Selecção dos Enólogos Reserva 2016 Tinto Boas compras até 4€
João Portugal Ramos Loios 2016 Tinto Boas compras até 4€
Poças Reserva 2016 Branco Os melhores entre os 4€ os 10€
Quinta do Valdoeiro Chardonnay 2016 Branco Os melhores entre os 4€ os 10€
João Portugal Ramos Duorum 2015 Tinto Os melhores entre os 4€ os 10€
Altano Reserva 2015 Tinto Os melhores entre os 4€ os 10€
Quinta do Gradil Tannat 2015 Tinto Os melhores entre os 4€ os 10€
Monte da Ravasqueira Reserva 2013 Tinto Os melhores entre os 4€ os 10€
Poças LBV 2015 Fortificado Melhores Vinhos do Porto LBV

Concurso Grandes Escolhas 2017

Concurso Grandes Escolhas 2017

Foram divulgados os resultados do Concurso Grandes Escolhas 2017

Aqui fica a lista de premiados.

Vinho Tipo Medalha
Murganheira Blanc de Noirs Touriga Nacional 2009 Espumante 1º Prémio Grandes Escolhas
Aliança Baga-Bairrada Reserva rosé 2015 Espumante Prémio Grandes Escolhas
Luiz Costa Pinot Noir-Chardonnay branco 2014 Espumante Prémio Grandes Escolhas
M&M Gold Edition branco Espumante Prémio Grandes Escolhas
Montanha Baga-Bairrada Baga Grande Cuvée branco 2013 Espumante Prémio Grandes Escolhas
Murganheira Assemblage Grande Reserva branco 2002 Espumante Prémio Grandes Escolhas
Murganheira Cuvée Reserva Especial 2006 Espumante Prémio Grandes Escolhas
Murganheira Vintage branco 2007 Espumante Prémio Grandes Escolhas
Quinta do Cerrado Reserva rosé 2014 Espumante Prémio Grandes Escolhas
Raposeira Velha Reserva branco 2009 Espumante Prémio Grandes Escolhas
Real Companhia Velha Pinot Noir-Chardonnay 2013 Espumante Prémio Grandes Escolhas
Ribeiro Santo Blanc de Noirs 2011 Espumante Prémio Grandes Escolhas
São Domingos Elpídio branco Espumante Prémio Grandes Escolhas
Terras do Demo Malvasia Fina branco 2016 Espumante Prémio Grandes Escolhas
Marquesa de Alorna Grande Reserva 2015 Branco 1º Prémio Grandes Escolhas
Bacalhôa Greco Di Tufo 2016 Branco Prémio Grandes Escolhas
Baron de B. Reserva 2016 Branco Prémio Grandes Escolhas
Busto Reserva 2016 Branco Prémio Grandes Escolhas
Casa Santos Lima Arinto 2015 Branco Prémio Grandes Escolhas
Cortes de Cima 2016 Branco Prémio Grandes Escolhas
Deu-La-Deu Alvarinho Reserva 2015 Branco Prémio Grandes Escolhas
Fonte do Ouro Encruzado 2016 Branco Prémio Grandes Escolhas
Herdade Grande Reserva 2014 Branco Prémio Grandes Escolhas
Kompassus Private Collection 2014 Branco Prémio Grandes Escolhas
Kopke Reserva 2016 Branco Prémio Grandes Escolhas
Malhadinha 2016 Branco Prémio Grandes Escolhas
Maria Izabel Vinhas da Princesa Vinhas Velhas 2015 Branco Prémio Grandes Escolhas
Quinta de Camarate seco 2016 Branco Prémio Grandes Escolhas
Quinta de S. Sebastião 2016 Branco Prémio Grandes Escolhas
Quinta de Santiago Alvarinho Reserva 2015 Branco Prémio Grandes Escolhas
Ravasqueira Premium 2015 Branco Prémio Grandes Escolhas
Soalheiro Alvarinho Reserva 2016 Branco Prémio Grandes Escolhas
Terras de Stº António Encruzado 2016 Branco Prémio Grandes Escolhas
Villa Oliveira Encruzado 2015 Branco Prémio Grandes Escolhas
Casa do Lago 2016 Rosé 1º Prémio Grandes Escolhas
Adega Mayor Pinot Noir 2016 Rosé Prémio Grandes Escolhas
Covela 2016 Rosé Prémio Grandes Escolhas
Pluma 2016 Rosé Prémio Grandes Escolhas
Quinta do Poço do Lobo Baga-Pinot Noir Reserva 2016 Rosé Prémio Grandes Escolhas
Terras do Pó 2016 Rosé Prémio Grandes Escolhas
Cortes de Cima Touriga Nacional 2014 Tinto 1º Prémio Grandes Escolhas
Blog 2013 Tinto Prémio Grandes Escolhas
By Rui Roboredo Madeira Vinhas Velhas 2015 Tinto Prémio Grandes Escolhas
Callabriga 2015 Tinto Prémio Grandes Escolhas
Casa da Passarella Abanico Reserva 2013 Tinto Prémio Grandes Escolhas
Chocapalha Vinha Mãe 2013 Tinto Prémio Grandes Escolhas
Conde D ´Ervideira Reserva 2015 Tinto Prémio Grandes Escolhas
doispontocinco Vinhas Velhas Rufete 2013 Tinto Prémio Grandes Escolhas
Dona Maria Amantis Reserva 2013 Tinto Prémio Grandes Escolhas
Duas Quintas Reserva 2014 Tinto Prémio Grandes Escolhas
Duorum Old Vines Reserva 2015 Tinto Prémio Grandes Escolhas
Esporão Vinha das Palmeiras Alicante Bouschet 2013 Tinto Prémio Grandes Escolhas
Grande Rocim Reserva 2013 Tinto Prémio Grandes Escolhas
Herdade de São Miguel Private Collection 2013 Tinto Prémio Grandes Escolhas
Herdade do Sobroso Cellar Selection 2014 Tinto Prémio Grandes Escolhas
M Marquês de Marialva Grande Reserva 2011 Tinto Prémio Grandes Escolhas
Marmelar 2014 Tinto Prémio Grandes Escolhas
Marquês dos Vales Duo Touriga Franca & Touriga Nacional 2014 Tinto Prémio Grandes Escolhas
Mundus Escolha 2012 Tinto Prémio Grandes Escolhas
Palácio dos Távoras Edição Limitada Grande Reserva 2013 Tinto Prémio Grandes Escolhas
Poliphonia Signature 2013 Tinto Prémio Grandes Escolhas
Poseidon 2014 Tinto Prémio Grandes Escolhas
Quid Pro Quo Reserva 2015 Tinto Prémio Grandes Escolhas
Quinta da Alameda de Santar Reserva Especial 2014 Tinto Prémio Grandes Escolhas
Quinta da Bacalhôa Cabernet Sauvignon 2014 Tinto Prémio Grandes Escolhas
Quinta da Costa das Aguaneiras 2014 Tinto Prémio Grandes Escolhas
Quinta da Viçosa Touriga Nacional-Merlot 2015 Tinto Prémio Grandes Escolhas
Quinta do Gradil Reserva 2015 Tinto Prémio Grandes Escolhas
Quinta do Monte d´Oiro Reserva 2013 Tinto Prémio Grandes Escolhas
Quinta dos Quatro Ventos Reserva 2013 Tinto Prémio Grandes Escolhas
Quinta Nova Touriga Nacional+Vinhas Velhas Grande Reserva 2015 Tinto Prémio Grandes Escolhas
Santos da Casa Fazem Milagres Grande Reserva 2013 Tinto Prémio Grandes Escolhas
Solar dos Lobos Grande Escolha 2014 Tinto Prémio Grandes Escolhas
Terra D´Alter Reserva 2014 Tinto Prémio Grandes Escolhas
Vasques de Carvalho Tawny 40 Anos Fortificado 1º Prémio Grandes Escolhas
Bacalhôa Moscatel de Setúbal Superior 2002 Fortificado Prémio Grandes Escolhas
Bacalhôa Moscatel Roxo Superior 2003 Fortificado Prémio Grandes Escolhas
Cartuxa 50 Anos Licoroso Reserva tinto 2011 Fortificado Prémio Grandes Escolhas
Justino´s Madeira Malvasia colheita 1997 Fortificado Prémio Grandes Escolhas
Kopke Colheita 1967 Fortificado Prémio Grandes Escolhas
Poças Vintage 2015 Fortificado Prémio Grandes Escolhas
Quinta do Grifo Vintage 2015 Fortificado Prémio Grandes Escolhas
Quinta Nova Vintage 2015 Fortificado Prémio Grandes Escolhas
Ramos Pinto Vintage 2015 Fortificado Prémio Grandes Escolhas
Robert R. Reynolds Licoroso Fortificado Prémio Grandes Escolhas
Rozès Over 40 Years Old Fortificado Prémio Grandes Escolhas
Vasques de Carvalho Tawny 30 Anos Fortificado Prémio Grandes Escolhas

Se não estivesse no mundo dos vinhos, onde estaria?



Cinco Perguntas a Tiago Froufe Costa

Pedro Teixeira, Tiago Froufe 

Quem é o Tiago Froufe?

Alguém que gosta de partilhar grandes momentos com as pessoas mais próximas. Isto começa no dia a dia com a actividade profissional, onde agencio gente muito talentosa com os seus projectos digitais, desenvolvendo conteúdos diferenciadores, chegando ao fim de semana com amigos onde nos sentamos à mesa para degustar a gastronomia local. E quanta riqueza temos no nosso país.

Como começaste a gostar de vinho? 

As ligações ao vinho são de sempre, a minha família materna é produtora de vinho no Douro, na zona de Mêda e Vila Nova de Foz Côa, e tenho grandes amigos também eles produtores de vinho nas várias regiões. Para além disso, sou da Beira Alta, região do excelente vinho do Dão.

Como não gostar de vinho com este berço e com a qualidade que temos no país?

Qual o prato favorito para acompanhar com Bons Rapazes? 

Neste início de clima cinzento e chuva, passa-me pela cabeça um almoço com a lareira acesa ao fundo da sala, o Tinto Reserva 2014 na mesa a acompanhar um arroz de espigos com costelas em vinha d’alhos. De babar.

Para o Branco, um peixe escalado com vista para o mar é sempre uma boa opção.

Sabes a receita? Podes partilha-la com os nossos leitores? 

A receita para estes vinhos é a clássica do Douro, foi sempre o nosso objectivo quando começámos a pensar no projecto. No Tinto, a Touriga Franca proveniente de uma parcela de vinha do vale do Rio Pinhão talvez seja o grande segredo da receita, tornando o vinho mais fresco e elegante. À casta principal juntámos a Tinta Roriz e a Touriga Nacional, as três provenientes de vinhas com mais de 30 anos.

Com quem gostas de beber Bons Rapazes ?

Costuma dizer-se que vinho é vida. E a vida é para ser partilhada, certo?
Os amigos e a família estão sempre em primeiro lugar e já fiz questão de partilhar estes vinhos tanto com uns como com outros em momentos distintos. Posso dizer que num final de tarde com amigos e umas tapas, o Branco encaixa na perfeição. Quando se passa para a mesa, o Tinto é quem comanda.

O vinho Bons Rapazes é uma parceria entre o blog Bons Rapazes e a Lavradores de Feitoria.

Com quem gostava de beber um copo de vinho?


Lavradores de Feitoria e Bons Rapazes juntam-se para lançar dupla de vinhos

Lavradores de Feitoria e Bons Rapazes juntam-se para lançar dupla de vinhos

O empresário de social media Tiago Froufe da Costa (Luvin) idealizou, o actor Pedro Teixeira matutou, e a Lavradores de Feitoria materializou. Assim nasceram dois vinhos com a assinatura ‘Bons Rapazes by Lavradores de Feitoria’. Um branco de 2016 e um Reserva tinto de 2014, são estas as duas referências que encetam esta dupla de néctares de Baco. Uma iniciativa que resultou, primeiro, de um namoro que começou há mais de um ano e, depois, de um casamento que dita a perfeição até ao último detalhe.

“Um branco descomplicado e um tinto para a mesa” foi o que Pedro Teixeira e Tiago Froufe da Costa, amigos e mentores do site Bons Rapazes, pediram ao produtor de vinhos do Douro Lavradores de Feitoria. Depois de apresentados em preview no Douro TGV, em Maio, os ‘Bons Rapazes by Lavradores de Feitoria’ estão agora a chegar ao mercado, em exclusivo, a garrafeiras e restaurantes. Para regalo de todos, vão também estar à venda em www.bonsrapazes.com.

Com raízes vinhateiras e um verdadeiro wine lover, já há muito que Tiago Froufe da Costa andava a “desenhar” um vinho que bebesse algo de si. Menos conhecedor, mas apreciador, o amigo e parceiro nesta coisa de serem Bons Rapazes, adorou a ideia. Uma acção de good will promovida pela Lavradores de Feitoria foi o motivo para avançarem. Juntos rumaram ao Douro para meter as mãos na massa.

Esta é, portanto, uma história com um final feliz traduzida num dueto de vinhos feitos a “quatro mãos” – porque, por um lado, há dois Bons Rapazes e, por outro, o enredo contempla dois intérpretes, ou seja, o site Bons Rapazes e a Lavradores de Feitoria.

Dois vinhos, duas marcas

Com um perfil jovem, frutado e fresco, esta primeira edição do ‘Bons Rapazes branco’ é um DOC Douro de 2016. Versátil e descomplicado, é um vinho para o dia-a-dia. De cor cítrica, resulta do blend das castas Malvasia Fina, que lhe confere elegância, Gouveio, que intensifica a frescura que casa bem com o aroma e o sabor frutados das castas Síria e Sauvignon Blanc. Um vinho submetido a fermentação e estágio em inox, detalhe que enaltece a boa presença de fruta. A mineralidade e a acidez equilibrada outorga-lhe complexidade e um final longo na boca.

O ‘Bons Rapazes Reserva tinto 2014’ nasce de um conjunto de sensações que convergem na escolha da Touriga Franca, proveniente de uma parcela de vinha do vale do rio Pinhão, lugar do Douro onde esta variedade se revela mais fresca e elegante. À casta que desempenha o papel principal deste vinho juntou-se a Tinta Roriz e a Touriga Nacional, num trio de castas de vinhas com mais de 30 anos. A fermentação foi feita em cubas de inox e lagares de pedra, seguida de um estágio de 50% do lote em inox, 25% em barrica de carvalho francês novas e 25% em barrica de carvalho francês de segundo ano, durante 12 meses. Resultado: o seu conjunto confere uma cor vermelha viva e profunda a este tinto. No nariz, revela-se muito aromático e elegante, predominando as notas de frutos vermelhos maduros, como a cereja preta e o cassis, graças ao estágio em barrica de carvalho francês de segundo ano, do qual se realçam, ainda, – e em boca – as especiarias. Ao mesmo tempo, denota frescura, tornando-o um vinho equilibrado, de boa estrutura e que promete longevidade em garrafa.

Duetos de Brancos da Lavradores de Feitoria

‘Três Bagos’ e ‘Três Bagos Sauvignon Blanc’: 2016 assina dueto de brancos da Lavradores de Feitoria

‘Três Bagos’ e ‘Três Bagos Sauvignon Blanc’: sobejamente conhecido, este dueto de brancos da duriense Lavradores de Feitoria está já disponível na “versão” 2016. Dois vinhos que se complementam na “fórmula” – vinho de lote versus monocasta; castas típicas do Douro versus casta estrangeira – e na “forma” como podem enfrentar os desafios do Verão, estando a altura de momentos a solo, para refrescar do calor típico desta época, ou de uma mesa recheada de iguarias a preceito.
Duas referências conhecidas pela elegância, equilíbrio em boca e potencial de guarda em garrafa. Três características que definem a gama ‘Três Bagos’, cujo estágio em madeira não é muito prolongado a fim de manter viva a fruta determina o carácter das castas.
Sucessor do ‘Três Bagos branco 2015’ – vinho a que Mark Squires, crítico de vinhos da conceituada publicação eRobert Parker / The Wine Advocate atribuiu 90 pontos, em Setembro do ano passado –, a colheita de 2016 volta a resultar do lote de Viosinho, Gouveio e Rabigato – as castas brancas mais típicas do Douro –, com uvas de vinhas com 25 e 30 anos, das diferentes quintas dos produtores que compõem a Lavradores de Feitoria. Após a colheita e a selecção das uvas, 80% vinifica e estagia em inox, enquanto 20% é submetido aos processos de vinificação em barricas de carvalho francês novas, onde é também feito o estágio, durante cerca de 6 meses. No nariz, a fruta é intensa, a sobressair o ananás, a pêra e os citrinos, o que lhe confere a mineralidade e a frescura que garantem uma boa evolução em garrafa. Na boca, comprova-se a frescura e a riqueza da fruta, associada a algumas especiarias. Com uma acidez equilibrada, é um branco ‘todo-o-terreno’ na harmonização.
‘Três Bagos Sauvignon Blanc’: o nome não deixa dúvidas; estamos perante um monocasta. Um branco cujas uvas têm origem em apenas uma vinha, Valinhas, pertença da Casa de Mateus, em Vila Real. Este é o único ‘Três Bagos’ cuja origem das uvas não é das diferentes quintas da Lavradores de Feitoria, localizadas ao longo das três sub-regiões (Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior). Um branco exuberante, frutado e fresco no nariz, com aromas intrínsecos à casta: tropicais a lembrar manga, maracujá e ananás. O estágio de 4/5 meses em barricas de carvalho francês novas confere-lhe estrutura; a presença do ananás, uma boa acidez e um final equilibrado e persistente.