Três Perguntas a Sophia Bergqvist

Co-proprietária e gestora da Quinta de la Rosa

Quem é o Sophia Bergqvist?

Sou co-proprietária e gestora da Quinta de la Rosa, propriedade duriense situada junto à vila do Pinhão, mesmo à beira rio.

Nasci no Líbano, mas sou inglesa e tenho alma portuguesa.

Depois da morte da minha avó, por quem tinha uma profunda admiração, incentivei o meu pai a explorar a Quinta de la Rosa.

Começámos, em 1998, a produzir os nossos próprios vinhos do Porto – até então, vendíamos a outras casas.  Seguiram-se os vinhos de consumo e o turismo.

Fomos dos primeiros, no Douro, a explorar estas vertentes.

Sou casada e tenho 3 filhos. Quando não estou a viajar pelo mundo a vender os nossos vinhos, divido o meu tempo entre a Quinta de la Rosa e Inglaterra. Moro perto de Oxford, onde o meu marido, Philip, é advogado.

Um vinho e o prato que melhor o acompanha?

Quinta de la Rosa Tawny 10 Anos com a tarte chocolate e laranja do restaurante MORO, em Londres, ou com a torta de laranja do nosso restaurante, o Cozinha da Clara, na Quinta de la Rosa.

Receita: Oito ovos; raspa e sumo de uma laranja; 400g de açúcar e duas colheres de sopa de farinha.

Misturar tudo e levar ao forno, a 180 graus durante dez minutos. Enrolar!

 Restaurante Cozinha da Clara

Dicas para melhorar a experiência com o vinho?

A qualidade do copo é essencial. É muito interessante ver como são diferentes as sensações quando provamos o mesmo vinho em copos diferentes. E aqui refiro-me quer a comparar copos de baixa qualidade com copos próprios para vinho – da Riedel ou Schott Swiezel, por exemplo – mas também copos com diferentes tamanhos e aberturas, ou seja, diferentes modelos.

A temperatura do vinhos é super importante; quando não se sabe ou há dúvidas, é preferível servir um vinho mais fresco, porque é fácil aquecer o vinho no copo, do que o contrário. Servir vinhos quentes é a pior coisa que se pode fazer.

Um vinho Quinta de la Rosa para:

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Passagem Reserva Tinto, de qualquer ano! (é um vinho da Quinta das Bandeiras, uma joint venture entre a Quinta de la Rosa e Jorge Moreira/Poeira)

Guardar e beber daqui a 10 anos:

La Rosa Reserva Tinto 2015

Levar para uma ilha deserta:

La Rosa Reserva Branco 2016

Para beber enquanto cozinha:

La Rosa Rosé 2016

Da cave para beber agora:

Quinta de la Rosa Vale do Inferno Tinto 2005

Para um momento especial:

Porto Vintage 1960 (colheita particular)

Três Perguntas a António Maçanita

Produtor e enólogo, António Maçanita WineMaker

Quem é o António Maçanita ?

 

Sou filho de mãe Alentejana, pai Açoriano e avô Algarvio, nascido em Lisboa.

Fui ginasta desportivo, dos 6 aos 16 anos e cheguei a representar Portugal, depois jogador de rugby onde também cheguei a fazer parte das seleções de juniores.

Tive e tenho como hobbies bodyboard e caça submarina.

Sempre fui forte em ciências e licenciei-me em Agro-Industrial no Instituto Superior de Agronomia em Lisboa, onde no 2º ano me mordeu o bicho da viticultura.

Tentei em 2000 plantar uma vinha nos Açores, mas foi queimada por uma tempestade de mar: Fui estagiar para a Califórnia em 2001 e 2002, depois Austrália em 2003, ano em que arranquei o projeto da Malhadinha Nova e também fui trabalhar para o Lynch Bages em Bordéus.

De regresso a Portugal, com pouco dinheiro, emprestado, comprei umas uvas em conjunto com o David Booth um viticultor e amigo e é assim nasce a FITAPRETA no Alentejo.

Depois seguiram-se os projectos de consultoria, em 2005 a Quinta de Sant’Ana, Arrepiado Velho, Cem Reis, entre outros, e ainda revolução do Algarve em 2006: João Clara, Cabrita,  Paxá, Quinta do Francês.

Em 2007 conheço o Filipe Rocha e iniciei uma colaboração anual com a Escola de Hotelaria dos Açores, região na qual sempre quis fazer um trabalho.

Em 2010 surge a oportunidade de lançar uma colaboração para me envolver no projecto de recuperação do Terrantez do Pico, casta autóctone e única no mundo, à data quase em extinção e desconsiderada pelos locais, e que hoje é uma casta respeitada, fora de risco e que produz vinhos de exceção.

Ainda nos Açores, em 2013, proponho lançar um projeto de consultoria gratuita para todos os produtores do Pico que é apenas aceite pelo Paulo Machado. Nessa vindima fizemos o nosso primeiro vinho em conjunto, com outra casta autóctone e única no mundo, o Arinto dos Açores, ainda sob o nome da Fitapreta.

Em 2014, os três fundamos a Azores Wine Company.

Entretanto, em 2011, a minha irmã Joana Maçanita desafia-me para começarmos a fazer vinhos em conjunto no Douro, um projeto em franco crescimento e no qual nos temos divertido muito.

Um vinho e o prato que melhor o acompanha?

Rosé da Fita Preta com o caril de domingo, preparado pela minha mulher!

A receita é segredo…

Dicas para melhorar a experiência com o vinho?

Beber o que se gosta e evitar papagaismo!

Um vinho António Maçanita WineMaker para:

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Rosé Vulcânico 2016 

Guardar e beber daqui a 10 anos:

Preta – Homenagem David Booth – 2013

Levar para uma ilha deserta:

Um vinho? O Verdelho 10 anos, que dá para abrir e ir bebericando ao longo de anos.

Para beber enquanto cozinha:

Quase sempre brancos de frescura, como Fita Preta Branco, Maçanita Branco ou, claro, um Branco dos Açores!

 

Para o final do dia:

Uma bela mini 🙂

Da cave para beber agora:

 Branco de Talha 2010

Para um momento especial:

 Espumante de Terrantez do Pico 2011 – fizemos 100 garrafas…

Três Perguntas a Ana Hespanhol

Ana Hespanhol, produtora MHespanhol

Quem é a Ana Hespanhol?

A Ana é uma sonhadora.

A mais nova das Marias, (para quem já as conhece pelo Zimbro) e a filha do Manel (Pinto Hespanhol – para tantos mais que o conheceram pelos seus feitos e do Calços do Tanha).

Da Régua, passou pelo Porto, emancipou-se em Dublin, deu a volta ao mundo para perceber que o melhor lugar era o Douro, junto da sua “tribo”.

Em 2001 tudo isto pareceria muito estranho, mas a verdade é que agora passa o seu tempo entre Alijó e o Tua dedicada a aprender o vinho e a vinha, e acima de tudo a descobrir o Zimbro.

Um vinho e o prato que melhor o acompanha?

Arroz, de preferência malandro, polvo, marisco ou tomate. O que tiver mais fresco.

O vinho vai variando mas gosto sempre do vinho da Casa!

Uma boa surpresa do DOC&Lei da Terça: Robalo no seu habitat acompanhado por Conceito branco 2011 e Grau Baumé rosé 2014

Dicas para melhorar a experiência com o vinho?

Beber com família e amigos e fugir de temperaturas altas.

Um vinho MHespanhol para:

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Zimbro 2013 tinto

Guardar e beber daqui a 10 anos:

Uma magnum de Zimbro 5 Marias 2014 tinto

Levar para uma ilha deserta:

Grau Baumé 2014 rosé

Para beber enquanto cozinha:

Zimbro Reserva 2010 branco

Da cave para beber agora:

Calços do Tanha Tinta Amarela 2005 tinto

Para um momento especial:

Zimbro Grande Reserva 2009 tinto

Três Perguntas a António Luís Cerdeira

Mª João Cerdeira, Palmira Cerdeira e Luís Cerdeira, gestor e enólogo da Quinta de Soalheiro

Quem é o António Luís Cerdeira ?

Rigoroso, persistente e organizado, sempre com humor e vontade de inovar

Natural de Melgaço, António Luís Cerdeira nasceu no mundo do vinho e da vinha. Conhecedor profundo do Alvarinho, atualmente é gestor e enólogo do Soalheiro, funções que desempenha com paixão e alegria.

Com um sorriso espontâneo, sente a adega e o Soalheiro como ninguém.

Tinha dois anos quando o seu pai, com a colaboração do seu avô, plantou a primeira vinha contínua de Alvarinho em 1974. Filho dos fundadores, foi a grande ligação, desde criança, à viticultura que o conduziu ao curso de Enologia na UTAD, concluído em 1994.

Depois de terminar o estágio realizado na Borgonha e apesar de acompanhar o seu pai desde que se lembra, é nesse mesmo ano que faz a sua primeira vindima como enólogo.

Em constante evolução e aprendizagem é um pilar inspirador para a criação dos novos Soalheiros. Sempre com curiosidade de saber mais e de inovar, faz com que a formação seja encarada sempre de forma continua e consistente.

Participa e incentiva o Soalheiro Team a participar em provas, visitas e cursos práticos, com vista a uma evolução qualitativa e diferenciadora.

Um vinho e o prato que melhor o acompanha?

Robalo ao Sal com Soalheiro Primeiras Vinhas – Fácil e rápido para homens e mulheres que não gostam de cozinhar!

Abrir o robalo e limpar a tripa (não retirar as escamas) e colocar um ramo de coentros (ou salsa) dentro do peixe. Colocar no fundo de um tabuleiro uma cama de sal que vai receber o robalo. Tapar completamente o peixe e apertar o sal para aderir bem (o sal pode ser misturado com clara de ovo).

Aquecer o forno a cerca de 200ºC e só depois colocar o tabuleiro com o peixe. Um robalo com cerca de 1,5 kg demora aproximadamente 45 minutos, contudo verificar se o peixe está pronto espetando por exemplo um palito no lombo (o palito deve sair facilmente).

Retirar o tabuleiro do forno e partir o sal (se misturar o sal com clara de ovo sai uma capa perfeita). Um bom acompanhamento, batata cozida e grelos salteados com um Soalheiro Primeiras Vinhas servido em copo de tinto!

Dicas para melhorar a experiência com o vinho?

A experiência do vinho é melhorada em primeiro lugar com bons vinhos, ou melhor com vinhos que gostamos acompanhados com bons amigos.

Essencial nesta experiência são os copos que devem ser grandes tanto nos brancos como nos tintos, elegantes porque os olhos também bebem e de toque delicado para estimular o nosso tacto.

Não esquecer a temperatura que permite disfrutar dos aromas de uma forma mais longa e prazerosa, copos grandes pedem temperatura mais baixa pois os vinhos brancos vão ficar à temperatura da sala rapidamente. Prefiro sempre temperatura mais baixa nos brancos (e tambem tintos) para depois poder esperar e disfrutar do vinho à temperatura que gosto cerca dos 12ºC e 16ºC respectivamente.

Um vinho Quinta de Soalheiro para:

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São todos … mas apenas vinho e conversa o Soalheiro Clássico 2016

Guardar e beber daqui a 10 anos:

Soalheiro Primeiras Vinhas 2015

Levar para uma ilha deserta:

Soalheiro Reserva 2016

Para beber enquanto cozinha:

Soalheiro Bruto Rosé 2013

Para o final do dia:

 Soalheiro Terramatter 2015

Da cave para beber agora:

Soalheiro Nature 2016

Para um momento especial:

Soalheiro Bruto Alvarinho 2015

Três Perguntas a Frederico Vilar Gomes

 Frederico Vilar Gomes, enólogo da Quinta do Sagrado 

Quem é o Frederico Vilar Gomes?

99% da minha vida resume-se em 4 palavras: Família, amigos, vinhos e surf.

 

Um vinho e o prato que melhor o acompanha?

Didier Dagueneau Pouilly-Fume Silex 2004 acompanhado por um robalo de mar fresquíssimo e pescado à linha com cerca de 800gr e grelhado com escamas (sem ser escalado). O lume tem que estar no ponto, com a brasa relativamente forte.

Este é o melhor prato do mundo.

Dicas para melhorar a experiência com o vinho?

Sem duvida um copo adequado ao vinho, temperatura certa, servido por alguém que saiba e acima de tudo com boa disposição e/ou boa companhia.

Um vinho Quinta do Sagrado para:

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Quinta do Sagrado Reserva 2012

Guardar e beber daqui a 10 anos:

VT07 

Levar para uma ilha deserta:

Sagrado Rosé 2016

Para beber enquanto cozinha:

Quinta do Sagrado Reserva 2008

Para o final do dia:

Sagrado Branco 2015

Da cave para beber agora:

VT04

Para um momento especial:

Quinta do Sagrado Vintage 2011

Três Perguntas a Iain C Reynolds Richardson

Iain C Reynolds Richardson, gestor, enólogo e viticultor da Herdade do Mouchão

Quem é o Iain C Reynolds Richardson?

Nasceu em Bombaim em 1962, mas passou a sua infância e adolescência no Porto, com as suas 5 irmãs. O avô materno, um homem de Lisboa, é uma figura de referência da sua vida. Um homem generoso e cheio de humor que lhe transmite o prazer das histórias e estimula a sua curiosidade pelo mundo.

Aos 13 anos vai estudar para um colégio interno no norte de Inglaterra onde investe grande parte da sua energia no desporto. O mundo já era um lugar amplo na sua juventude.

Antes dos 30, acumula no passaporte duas grandes viagens – ligadas sempre ao mundo dos vinhos – entre os vários continentes. Dessas viagens destacam-se a Califórnia e a Austrália que percorreu durante meio ano de mota, pelas regiões vinícolas, e o nosso país vizinho. Mas é sobretudo Portugal que ama e ao qual se sente irremediavelmente ligado. Tem um orgulho profundo nas suas raízes lusas.

Iniciou o seu percurso no mundo dos vinhos com a empresa Londrina – Deinhard & Co. Ltd. – dando, assim, continuidade a uma longa tradição familiar ligada ao mundo vinícola.

Licencia-se na Imperial College, em Londres, e complementa a sua licenciatura com 2 mestrados em Rioja (Enologia e Viticultura) e em Edimburgo (Gestão do Carbono). Na década de 90 irá para a Herdade do Mouchão, fundada pela família em finais do século XIX, trabalhar como gestor, enólogo e viticultor. E aí permanece durante 7 anos. Partirá de novo e, após uma ausência de 17 anos, mas sempre ligado à produção vitivinícola, regressa ao Mouchão.

Apaixonado pela paisagem alentejana e pelas suas gentes, sente-se um homem da terra e gosta de viver longe das intrigas palacianas das metrópoles. Mas não dispensa os fins-de-semana em Lisboa onde encontra os amigos e o mar, que faz parte da sua essência.

Em todas as refeições há o vinho. A comida simples e regional é a sua refeição eleita. Acredita que a grande simplicidade esconde uma complexidade vibrante na vida como no vinho.

Um vinho e o prato que melhor o acompanha?

Mouchão Tinto 1985 com borrego do Mouchão assado no forno pela Isolinda, cozinheira-mor e esposa do nosso pastor, Sr. António.

Dicas para melhorar a experiência com o vinho?

Vinhos brancos quotidianos e sem vida…uma unha de casca de limão.

Um vinho Herdade do Mouchão para:

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 Dom Rafael Branco 2016

A partilhar bom marisco, sem cerimónias, com as mãos, claro

Guardar e beber daqui a 10 anos:

Mouchão Tinto 2007 

 Em boa companhia.

Levar para uma ilha deserta:

 Mouchão Tonel Nº 3-4 Tinto 2011

Porque já não vou cá estar quando ele começar a perder qualidades.

Para beber enquanto cozinha:

Dom Rafael Tinto 2014 ou um Mouchão Tinto 

Aberto há dois ou três dias – por vezes ainda melhor do que no primeiro.

Para o final do dia:

Ponte das Canas Tinto 2013

Um grande vinho de pisa a pé, perfil aromático (sem uma gota de Alicante para ser diferente!) ; excelente com ou sem comida. 

Da cave para beber agora:

Mouchão Tinto 1997

Para um momento especial:

Mouchão Tinto 2011 

E um Mouchão Sobremesa-Dessert para rematar.

Três Perguntas a Filipe Roboredo Madeira

Filipe Roboredo Madeira, um dos responsáveis máximos da CARM.

Quem é o Filipe Roboredo Madeira?

O Filipe Roboredo Madeira é um dos responsáveis máximos da CARM.

Costuma dizer que é o “Azeiteiro”, no sentido em que a sua ligação à empresa começou na produção de azeites, pela qual ainda hoje é o responsável directo.

Um vinho e o prato que melhor o acompanha?

 Maria de Lourdes tinto com Bacalhau à Brás.

Dicas para melhorar a experiência com o vinho?

Na produção, o vinho melhora substancialmente se for produzido com uvas sãs e de excelente qualidade como as que produzimos no Douro Superior.

No consumo, a questão da temperatura e de copos adequados é fundamental; mas tão, ou mais importante, é serem bebidos em boa companhia.

Um vinho CARM para:

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 CARM Reserva tinto

Fica sempre bem! 

Guardar e beber daqui a 10 anos:

CM 2013 tinto

Levar para uma ilha deserta:

Vinha da Urze branco

Para beber enquanto cozinha:

CARM Reserva branco

Para o final do dia:

Marquês d’Almeida Grande Reserva branco

um vinho da Beira Interior. 

Da cave para beber agora:

CARM SO2 Free Touriga Nacional 2011 tinto

Para um momento especial:

Maria de Lourdes 2011 tinto

Três Perguntas a Sandra Alves

Sandra Alves, Enóloga do Esporão

Quem é a Sandra Alves ?

Transmontana de gema, nascida e criada em Vila Real, que na infância brincava e corria entre vinhas e olivais. Sempre fascinada pelo processo único de criação de cada vinho, de como este conta as histórias das gentes e cria relação entre as pessoas.

A opção académica natural foi Enologia, na UTAD, e, mais tarde, na ESB/UC do Porto. Entretanto, colaborei em diferentes empresas nacionais e internacionais do sector vitivinícola, sempre na adega, ligada à criação de vinhos.

Hoje é a planície Alentejana que me cativa, onde os vinhos são tão genuínos como a terra que lhes dá origem.

Um vinho e o prato que melhor o acompanha?

Esporão Reserva 2016 branco com bacalhau assado na brasa.

Dicas para melhorar a experiência com o vinho?

Formato e limpeza dos copos: copos finos, com pé, formato mais largo na base e estreito no topo; assegurar que os copos estão lavados e sem cheiro de detergente ou mofo;

Temperatura do vinho: muitos rótulos aconselham a temperatura ideal; esta informação pode encontrar-se nas fichas técnicas quase sempres  disponíveis online;

Espaço físico da prova: com luz natural, sem cheiros, sossegado;

Um vinho Esporão para:

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Esporão Colheita 2015 tinto

Guardar e beber daqui a 10 anos:

Esporão Canto do Zé Cruz / (Aragonez) 2013 tinto

Levar para uma ilha deserta:

Esporão Verdelho 2016 branco

Para beber enquanto cozinha:

Defesa do Esporão 2016 rosé

Para o final do dia:

Esporão Colheita 2016 branco

Da cave para beber agora:

Esporão Private Selection 2008 tinto

Para um momento especial:

Esporão Torre 2007 tinto

Três perguntas a Paulo Ruão

Paulo Ruão, responsável pela direção técnica e enólogo da empresa Lavradores de Feitoria

Quem é o Paulo Ruão ?

Nasceu a 22 de Julho de 1962 em Paredes, Porto, em plena Região dos vinhos verdes.

É licenciado em Enologia pela UTAD, fez formação no L’Institut L’Oenologie de Bordeaux e desempenhou funções de Diretor de Enologia na empresa de Vinho do Porto RAMOS PINTO de 1988 a junho de 2005.

Neste período, foi membro do grupo de estudo das categorias especiais do vinho do Porto, no IVDP; membro do grupo técnico da associação das empresas do Vinho do Porto e membro da junta especial das aguardentes da mesma associação.

Foi elemento do Júri do concurso Wine Challenge em Londres, e deu formação na Escola Superior de Biotecnologia da Uni. Católica.

É membro da Comissão do Estatuto do profissional de Enologia, que compete conferir o título profissional de Enólogo. É desde então, responsável pela direção técnica e Enólogo da empresa Lavradores de Feitoria, na região do Douro, e membro do conselho de administração.

Um vinho e o prato que melhor o acompanha?

Para esta pergunta, respondo com uma ligação que me marcou muito, que achei perfeita e parece que o vinho foi criado para a acompanhar, que é o Meruge tinto com algum tempo de garrafa, por exemplo o 2011, com Coxa de pato confitada crocante (Confit de canard), acompanhada com batata e legumes.

Muito simples mas divinal.

Dicas para melhorar a experiência com o vinho?

Uma das dicas importantes é, ao escolher um vinho, ter sempre em conta a sua denominação de origem (DOC). Este detalhe permite saber ou orientar para um estilo/perfil de vinho que vai beber. Ao escolher um vinho sem denominação, pode ter algumas surpresas. Outra das dicas importante, é a temperatura de se beber o vinho. Deve-se sempre verificar, a que temperatura o produtor aconselha que o vinho seja servido, no sentido de potenciar todas as suas qualidades obtendo-se assim o melhor resultado.

A escolha do copo que vai beber o vinho é importante, porque vai influenciar a prova.

Quando estamos a criar um vinho, todo ele é pensado para ser servido em copo de vidro fino, mais ou menos aberto para se poder sentir o aroma, e de seguida o paladar, que faz parte do prazer de se tomar um vinho. Para os diferentes vinhos foram criados diferentes copos, daí a sua importância. Normalmente para vinhos brancos, vinhos mais aromáticos e mais exuberantes, são escolhidos copos mais fechados e mais altos, com o objetivo de canalizar os aromas para o nariz, para que possam ser detetados mais facilmente. Para os vinhos tintos, escolhem-se copos maiores e mais largos para que recebam o ar no seu meio, libertando os aromas e os sabores que caracterizam o vinho.

Outra dica importante é tentar escolher o vinho de acordo com o prato que se vai comer, por exemplo, se vai comer carne vermelha, suculenta e bem temperada, deve escolher de preferência um vinho tinto, com algum corpo e uma boa estrutura (ver doc), normalmente ligam melhor. Se escolher um prato mais suave, por exemplo com carnes brancas ou pastas, deve escolher um vinho mais suave e mais leve, menos encorpado e até menos alcoólico, ou até um Branco mais encorpado, por exemplo com estágio.

Os vinhos brancos, por serem mais leves, elegantes e mais frescos, ligam muito bem com saladas e pratos de peixe e marisco.

À medida que se vai tendo experiência com o vinho, pode-se ousar fazer ligações menos tradicionais, usando vinhos com idade e longos estágios em garrafa, obtendo sensações excelentes.

Este é verdadeiro mundo do Vinho.

Um vinho Lavradores de Feitoria para:

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Três Bagos Reserva tinto

Guardar e beber daqui a 10 anos:

Três Bagos Grande Escolha 2014 tinto

Levar para uma ilha deserta:

 Meruge Tinto

Para beber enquanto cozinha:

Lavradores de feitoria Branco

Para o final do dia:

Três Bagos Sauvignon Blanc branco

Da cave para beber agora:

 Quinta da Costa das Aguaneiras 2011 tinto

Três Perguntas a Natacha Teixeira

Natacha Teixeira, Administadora da Quinta do Sobreiró de Cima 

Quem é a Natacha Teixeira?

Terceira geração da família a fazer vinhos com amor e dedicação. 38 anos, administradora de um grupo de empresas.

Ligada às raízes da vinha, sente orgulho na sua região e do que melhor sabem fazer na Quinta do Sobreiró de Cima.

A sua grande missão é preparar a quarta geração, os seus filhos para que: amem fazer vinhos com a mesma intensidade!

Um vinho e o prato que melhor o acompanha?

Reserva da Família 2004 tinto a acompanhar com Pudim Abade de Priscos.

Dicas para melhorar a experiência com o vinho?

Sem dúvida a qualidade dos copos, a temperatura é fundamental entre ter um bom ou um mau vinho, mas a companhia é essencial…

Partilhado com amigos ou alguém especial, melhora todos os vinhos.

Um vinho Quinta do Sobreiró de Cima para:

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QSC 2016 rosé 

Guardar e beber daqui a 10 anos:

QSC Grande Reserva 2015 tinto

Levar para uma ilha deserta:

QSC Verdelho 2016 branco

Para beber enquanto cozinha:

QSC Reserva 2014 tinto

Para o final do dia:

QSC Regional 2016 tinto ou 2016 branco, mediante o gosto de cada um!

Da cave para beber agora:

QSC Vinha de Rio Torto 2007 tinto

Para um momento especial:

QSC Reserva da Família 2004 tinto