Três Perguntas a João Portugal Ramos

João Portugal Ramos, produtor dos vinhos João Portugal Ramos 

Quem é o João Portugal Ramos ?

Um eterno apaixonado por vinhos e um lutador pelo justo reconhecimento dos vinhos portugueses

Um vinho e o prato que melhor o acompanha?

Vila Santa Reserva Tinto 2015 com Perdiz Conventual.

Dicas para melhorar a experiência com o vinho?

Para lá do obvio (temperatura certa do vinho, copos de boa qualidade etc) acredito que acima de tudo não devem existir regras sobre que vinho beber em que momento e com que prato.

Devemos beber o vinho que nos apetece (branco, tinto, rosé, novo, velho) quando nos apetece e com o prato que nos apetece.

Esta é a melhor forma de apreciar um vinho – não nos submetermos a regras!

Um vinho João Portugal Ramos para:

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  Marquês de Borba Reserva 2011 

Guardar e beber daqui a 10 anos:

Duorum O.Leucura 2011

Levar para uma ilha deserta:

Marquês de Borba Espumante Reserva 2014

Para beber enquanto cozinha:

João Portugal Ramos Alvarinho 2016

Para o final do dia:

Pouca Roupa Rosé 2016

Da cave para beber agora:

Foz de Arouce Vinhas de Santa Maria 2005

Para um momento especial:

 Estremus 2012

Receita de Perdiz Conventual

Perdiz Conventual

Ingredientes:

3 Perdizes

2 Cebolas

3 Dentes de alho

Azeite

Sal

Pimenta preta

Whisky

Vinho branco

Molho de soja

Cenoura

2 Colheres de cebolinhas de vinagrete

Pôr as perdizes a marinar com cebola, alho, vinho branco e sal de um dia para o outro. No dia seguinte fazer um refogado com cebola, alho e juntar as perdizes para fritar lentamente. Adicionar um pouco do molho da marinada, cenoura, um pouco de molho de soja e whisky. Deixar estufar lentamente, se necessário acrescentar um pouco de água ao molho. Rectificar temperos, adicionar um pouco de pimenta preta e as cebolinhas de vinagrete.

Acompanhar com batatinhas salteadas, esparregado e chutney de cebola.

Acompanha com:

Vila Santa Reserva Tinto 2015

Três Perguntas a Júlio Bastos

Proprietário do Dona Maria – Vinhos 

Quem é o Júlio Bastos?

É um produtor apaixonado que procura marcar a diferença produzindo vinhos com a sua própria personalidade e carácter, preterindo a quantidade pela qualidade!

Um vinho e o prato que melhor o acompanha?

Um Dona Maria Grande Reserva Tinto 2012 a acompanhar uma boa carne maturada de boi velho na brasa.

Dicas para melhorar a experiência com o vinho?

Além de bons copos e a temperatura certa, provar o vinho antes pois há vinhos que se forem decantados podem, eventualmente, perder qualidade.

Um vinho Dona Maria para:

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Uma garrafa magnum do Dona Maria Reserva 2005
Guardar e beber daqui a 10 anos:

 Júlio B. Bastos Alicante Bouschet 2004

Levar para uma ilha deserta:

Júlio B. Bastos Alicante Bouschet 2007

Para beber enquanto cozinha:

Dona Maria Amantis Reserva Tinto 2013

Para o final do dia:

 Dona Maria Petit Verdot 2013

Da cave para beber agora:

Monte Quinta do Carmo Garrafeira 1986

Para um momento especial:

Uma magnum de Quinta do Carmo Garrafeira 1987

Três perguntas a Filipa Pato e William Wouters

Filipa Pato & William Wouters

Quem é o a Filipa Pato e o William Wouters?

 

Filipa Pato & William Wouters são casal mágico unido pela paixão do vinho e da gastronomia.

A nossa filosofia é simples: Criar vinhos autênticos que espelham de forma fiel a sua origem.

Com o foco apenas nas castas tradicionais da Bairrada, trabalhamos exclusivamente com Baga, Bical, Arinto, Cercial e Maria Gomes.

A vinha é a nossa prioridade, e desde cedo abandonamos o uso de herbicida, em prol da saúde do solo e da biodiversidade na vinha.

Graças a uma investigação permanente das plantas envolventes, floresta e algumas cultivadas no nosso quintal, hoje utilizamos cerca de 15 plantas diferentes nos nossos preparados Biodinâmicos.
Na adega a intervenção é mínima, as uvas são selecionadas na vinha, fermentamos com leveduras indígenas e utilizamos métodos ancestrais como os lagares em madeira e ânforas.

O acompanhamento da evolução do vinho é feito de forma rigorosa para que cada vinho expresse a autenticidade das nossas vinhas velhas.

Em última análise, criamos vinhos “Terroir”, unindo o conhecimento, a arte e a natureza para produzir “sem maquilhagem”, cada vinho com o seu próprio caráter.

Filipa Pato – viticultora na Bairrada. Licenciada na Universidade de Coimbra em engenharia química, refinou as suas habilidades de produtora de vinhos fazendo colheitas em Bordeaux – França, Mendoza – Argentina, na Margaret River – Austrália e com seu pai, Luís Pato, o rebelde de Baga.

William Wouters – Chef / Sommelier / Restaurateur. William vem de uma família de”Restaurateurs” de Antuérpia, Bélgica. Sommelier champion, restaurateur e Ex-Chef da equipe nacional de futebol Belga no campeonato do mundo no Brasil e no campeonato europeu em França.

Juntos, Filipa e William compartilham todas as suas experiências: o amor pela gastronomia e o vinho, os encontros com grandes produtores de vinhos, Sommeliers e amantes do vinho de todo o mundo e a cultura mágica e inesgotável do mundo do vinho.

Hoje para A Filipa, O William, e os seus dois filhos, Óis do Bairro é o centro do seu universo.

Estão felizes em compartilhar toda a paixão dos ingredientes locais e do vinho.

Um vinho e o prato que melhor o acompanha?

Nossa Calcário Tinto 2015 100% Baga, com ensopado de carne “bairradinho” com puré batata.

Um vinho Filipa Pato para:

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3B Blanc de Blancs

Guardar e beber daqui a 10 anos:

Território Vivo 2015

Levar para uma ilha deserta:

FP Bical e Arinto 2016

Para beber enquanto cozinha:

Post Quercus Bical 2015

Para o final do dia:

3B Rosé 

Da cave para beber agora:

Nossa Tinto 2013

Para um momento especial:

Espirito de Baga 

Concurso IWC 2018

Foram divulgados os resultados da primeira tranche do Concurso IWC – International Wine Challenge 2018

Aqui ficam as medalhas dos vinhos presentes no Adegga WineGuide

Vinho Tipo Medalha
Monte da Ravasqueira Reserva da Familia 2016 Branco Gold
Conde Vimioso 2016 Tinto Silver
Dona Maria Amantis Reserva 2013 Tinto Silver
Foz Tejo 2016 Tinto Silver
Duorum Colheita 2015 Tinto Silver
Dona Maria Grande Reserva 2012 Tinto Silver
Pouca Roupa 2016 Tinto Silver
Quinta de Foz de Arouce 2013 Tinto Silver
Conde Vimioso 2016 Rosé Bronze
Conde Vimioso Reserva 2015 Branco Bronze
Guarda Rios 2016 Tinto Bronze
Loios 2016 Tinto Bronze
Marquês de Borba 2016 Tinto Bronze
Kopke Colheita 1999 Fortificado Bronze
Monte da Ravasqueira Clássico 2016 Tinto Bronze
Monte da Ravasqueira Superior 2016 Tinto Bronze
Sobreiró de Cima 2017 Tinto Bronze
Sobreiró de Cima 2017 Branco Bronze
Quinta do Sobreiró de Cima Reserva 2015 Tinto Bronze
Tagus Creek Chardonnay e Fernão Pires 2016 Branco Bronze
Conde Vimioso Reserva 2014 Tinto Commended
Guarda Rios Signature 2015 Tinto Commended
Chaminé 2016 Branco Commended
Chaminé 2016 Branco Commended
Chaminé 2015 Tinto Commended
Sagrado 2016 Branco Commended
Sagrado 2015 Tinto Commended
Quinta do Sobreiró de Cima Cabernet Sauvignon 2016 Tinto Commended
Vila Santa Reserva 2015 Tinto Commended

Consultar todos os premiados aqui

Monte da Ravasqueira obtém 96 pontos no International Wine Challenge 2018

O Monte da Ravasqueira obteve especial destaque na primeira tranche do International Wine Challenge (IWC) 2018, a competição de degustação cega de vinhos mais meticulosa e influente do mundo. O Ravasqueira Reserva da Família Branco 2016, pontuado com 96 pontos, acaba de alcançar a categoria Ouro, o único vinho alentejano que obteve esta classificação.

 

Para Pedro Pereira Gonçalves, administrador e chefe de enologia do Monte da Ravasqueira “este é o primeiro Ouro que alcançámos no International Wine Challenge e o Ravasqueira Reserva da Família Branco é mais que merecedor desta distinção, colocando um vinho branco do Alentejo entre os melhores do mundo”.

 

Sobre as características do Ravasqueira Reserva da Família Branco 2016, Pedro pereira Gonçalves assinala que “este é um vinho clássico e intemporal, produzido unicamente a partir de zonas selecionadas da vinha. Feito a partir das castas Viognier e Alvarinho, com estágio em barricas de carvalho francês, este vinho demonstra bem o caráter deste terroir e trata-se também do resultado de um espírito de descoberta e de partilha de valores únicos.”

Na sua 35ª edição, a IWC é considerada como a mais exigente competição de vinhos do mundo, avaliando-os de forma cega e julgando cada vinho tendo em conta o seu estilo, região e castas. Ao longo dos rigorosos processos de avaliação, cada vinho vencedor de medalhas é degustado em três ocasiões distintas por, pelo menos, 10 diferentes juízes. Os prémios incluem medalhas (Troféu, Ouro, Prata, Bronze), Prémio Recomendado e Grande Valor (Great Value). O objetivo final é identificar a excelência e dar a conhecer aos consumidores alguns dos melhores vinhos do mundo.

 

Para além do grande destaque do Reserva da Família Branco, há ainda a registar as medalhas de bronze para os Clássico Superior Tinto 2016. Dois vinhos que já tinham sido igualmente destacados pela Wine Enthusiast em Novembro.

Três Perguntas a Paulo Laureano

Produtor e Enólogo Paulo Laureano 

Quem é o Paulo Laureano?

Enólogo, alentejano, português, apaixonado pelo que faz e que acredita na identidade e diferença dos vinhos portugueses como garantia de futuro desta bebida, neste maravilhoso pedaço de terra, no sudoeste da Europa.

 

Um vinho e o prato que melhor o acompanha?

Dolium Escolha Branco 2016 (100% Antão Vaz dos xistos da Vidigueira) com umas vieiras salteadas servidas sobre um molho de cogumelos selvagens.

A receita é do Chef Pascal Meynard do Ritz Four Seasons em Lisboa e seria incapaz de a reproduzir. Mas a sopa de cação da minha mãe também não lhe fica a traz na combinação com este vinho.

 

Dicas para melhorar a experiência com o vinho?

Considerando que a questão das temperaturas, dos copos e de tudo o que rodeia o serviço é algo já bem claro na cabeça do consumidor para uma melhor degustação, eu diria que um vinho se avalia sempre melhor se conseguirmos olhar para o “copo de maneira diferente”, procurando não beber o rótulo, mas sim toda a história que ele encerra.

Um vinho Paulo Laureano para:

Guardar e beber daqui a 10 anos:

Paulo Laureano Genus Generationnes Miguel Maria Laureano Alfrocheiro 2014

Levar para uma ilha deserta:


Dolium Escolha Branco 2016

Para beber enquanto cozinha:

Paulo Laureano Bucelas Espumante Bruto 2010

Para o final do dia:


Paulo Laureano Selectio Tinta Grossa 2013

Da cave para beber agora:


Dolium Reserva Tinto 2001

Para um momento especial:

Dolium Reserva Tinto 2014

Três Perguntas a Francisco Antunes

Director de Enologia das Caves Aliança

Quem é o Francisco Antunes?

Lisboeta com 58 anos (casado, 3 filhas) dos quais 24 na Aliança. Licenciado em Engenharia Agrícola (U. Évora) e Enologia (U. Bordéus).

Enólogo de vinhos, espumantes, aguardentes e apaixonado tanto pela profissão como pela caça.

Radicado na Bairrada há cerca de 30 anos

Um vinho e o prato que melhor o acompanha?

Espumante Baga Bairrada Bruto / Leitão à Bairrada

Galo caseiro assado no forno / Aliança Baga by Quinta da Dona Clássico Tinto 2011

Dicas para melhorar a experiência com o vinho?

Bons copos com o espumante a 8ºC e o Tinto a 17ºC

Um vinho Aliança / Bacalhôa para:

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Aliança Baga Bairrada Reserva Bruto 2015

Guardar e beber daqui a 10 anos:

Quinta dos 4 Ventos Douro Reserva Tinto 2013

Para beber enquanto cozinha:

Quinta da Garrida Encruzado Dão branco 2016 

Para o final do dia:

Aliança Baga Bairrada Reserva Bruto 2015

Da cave para beber agora:

Quinta da Garrida Touriga Nacional Dão tinto 2008

Para um momento especial:

Aliança Vintage Bruto 2010

Três Perguntas a Mariana Lança

António Lança Produtor e Mariana Lança Directora Geral da Herdade Grande 

Quem é a Mariana Lança?

Mariana Lança, 30 anos, filha de António Lança, produtor e fundador da marca há 20 anos.

Sendo a Herdade Grande um projeto familiar, com praticamente um século de existência, nasci e cresci acompanhando o desenvolvimento da empresa. Desde cedo percebi que a minha vida profissional tinha de ser rodeada de vinhas e olival. Das três filhas, sempre fui a mais ligada ao campo e em particular à Herdade Grande. Assim, apenas eu me licenciei em Engenharia Agronómica com mestrado em Viticultura e enologia, e após realização do meu estágio curricular em Adega reconhecida, integrei o projeto em 2011.

Pela paixão pelo projeto, decidi em 2014 trocar Lisboa pela Vidigueira.

Atualmente exerço funções de Diretora Geral, acumulando enologia/produção, área comercial e marketing.

A relação geracional que sempre existiu, continua agora entre pai e filha reforçando a qualidade dos nossos vinhos.

Vejo sobre mim um grande desafio:

Superar de forma consistente a qualidade de 20 anos de histórias à volta do vinho, ao longo dos quais os vinhos Herdade Grande conquistaram interna e externamente grandes classificações com destaque, recordando com saudade o meu Avô Eduardo e a Avó Maria Carlota que deste projeto fazem parte.

Um vinho e o prato que melhor o acompanha?

Sopa de Cação com o Herdade Grande Reserva Branco 2014

Dicas para melhorar a experiência com o vinho?

A utilização de copos adequados quer para brancos, quer para tintos, é muito importante.

No entanto, a temperatura é realmente “o fator” limitante da prova.

Dependendo sempre da temperatura ambiente, para os tintos aconselho abertura da garrafa a 14º para que suba até aos 16/17ºC por aquecimento natural dada a temperatura ambiente (19/20º).
Num dia de Verão, com temperaturas elevadas será conveniente 12º graus.

Para os brancos aconselho 7ºC, para que suba naturalmente até aos 9/10º.

Brancos com estágio, por exemplo o n/ Reserva Branco, aconselho sempre que o bebam a 10/12ºC.

Ultimamente tenho experienciado algo ao contrário que tem resultado.

Escolho 1º o vinho e só depois aquilo que o vai acompanhar. Tentarmos harmonizar uma refeição em pleno é dos maiores prazeres da vida.

Um vinho Herdade Grande para:

Guardar e beber daqui a 10 anos:

Herdade Grande Tinto Grande Reserva 2013 – AML 70

Levar para uma ilha deserta:

Herdade Grande Branco Colheita Selecionada 2016

Para beber enquanto cozinha:

Herdade Grande Rosé 2016

Para o final do dia:

Herdade Grande Branco Colheita Selecionada Gerações 2016

Da cave para beber agora:

Herdade Grande Reserva 2009

Três perguntas a Jorge Moreira

Enólogo dos vinhos Poeira

Quem é o Jorge Moreira?

Sou um enólogo muito afortunado, apaixonado pelo que faço e com o enorme privilégio de trabalhar em empresas com realidades e características muito distintas. Num dia faço um lote de mil litros e no outro um de 1 milhão.

Um vinho e o prato que melhor o acompanha?

O Poeira Tinto 2014 fica muito bem com lombinhos de carne Maronesa.

Grelhados e temperados com flor de sal e azeite poeira. Com umas batatas gratinadas em natas e pimenta a acompanhar.

Dicas para melhorar a experiência com o vinho?

A temperatura e os copos são fundamentais.

A decantação também ajuda a que o vinho se mostre em pleno.

De resto, a melhor forma de se apreciar um vinho é mesmo com boa comida e excelente companhia.

Um vinho Poeira para:

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Poeira Tinto 2011

Guardar e beber daqui a 10 anos:

Poeira Tinto 2011

Levar para uma ilha deserta:

 Poeira Tinto 2011

Para beber enquanto cozinha:

Pó de Poeira Branco 2013

Para o final do dia:

 Poeira Branco 2015

Da cave para beber agora:

Poeira tinto 2007

Para um momento especial:

 Poeira Ímpar 2009