Três Perguntas a Iain C Reynolds Richardson

Iain C Reynolds Richardson, gestor, enólogo e viticultor da Herdade do Mouchão

Quem é o Iain C Reynolds Richardson?

Nasceu em Bombaim em 1962, mas passou a sua infância e adolescência no Porto, com as suas 5 irmãs. O avô materno, um homem de Lisboa, é uma figura de referência da sua vida. Um homem generoso e cheio de humor que lhe transmite o prazer das histórias e estimula a sua curiosidade pelo mundo.

Aos 13 anos vai estudar para um colégio interno no norte de Inglaterra onde investe grande parte da sua energia no desporto. O mundo já era um lugar amplo na sua juventude.

Antes dos 30, acumula no passaporte duas grandes viagens – ligadas sempre ao mundo dos vinhos – entre os vários continentes. Dessas viagens destacam-se a Califórnia e a Austrália que percorreu durante meio ano de mota, pelas regiões vinícolas, e o nosso país vizinho. Mas é sobretudo Portugal que ama e ao qual se sente irremediavelmente ligado. Tem um orgulho profundo nas suas raízes lusas.

Iniciou o seu percurso no mundo dos vinhos com a empresa Londrina – Deinhard & Co. Ltd. – dando, assim, continuidade a uma longa tradição familiar ligada ao mundo vinícola.

Licencia-se na Imperial College, em Londres, e complementa a sua licenciatura com 2 mestrados em Rioja (Enologia e Viticultura) e em Edimburgo (Gestão do Carbono). Na década de 90 irá para a Herdade do Mouchão, fundada pela família em finais do século XIX, trabalhar como gestor, enólogo e viticultor. E aí permanece durante 7 anos. Partirá de novo e, após uma ausência de 17 anos, mas sempre ligado à produção vitivinícola, regressa ao Mouchão.

Apaixonado pela paisagem alentejana e pelas suas gentes, sente-se um homem da terra e gosta de viver longe das intrigas palacianas das metrópoles. Mas não dispensa os fins-de-semana em Lisboa onde encontra os amigos e o mar, que faz parte da sua essência.

Em todas as refeições há o vinho. A comida simples e regional é a sua refeição eleita. Acredita que a grande simplicidade esconde uma complexidade vibrante na vida como no vinho.

Um vinho e o prato que melhor o acompanha?

Mouchão Tinto 1985 com borrego do Mouchão assado no forno pela Isolinda, cozinheira-mor e esposa do nosso pastor, Sr. António.

Dicas para melhorar a experiência com o vinho?

Vinhos brancos quotidianos e sem vida…uma unha de casca de limão.

Um vinho Herdade do Mouchão para:

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 Dom Rafael Branco 2016

A partilhar bom marisco, sem cerimónias, com as mãos, claro

Guardar e beber daqui a 10 anos:

Mouchão Tinto 2007 

 Em boa companhia.

Levar para uma ilha deserta:

 Mouchão Tonel Nº 3-4 Tinto 2011

Porque já não vou cá estar quando ele começar a perder qualidades.

Para beber enquanto cozinha:

Dom Rafael Tinto 2014 ou um Mouchão Tinto 

Aberto há dois ou três dias – por vezes ainda melhor do que no primeiro.

Para o final do dia:

Ponte das Canas Tinto 2013

Um grande vinho de pisa a pé, perfil aromático (sem uma gota de Alicante para ser diferente!) ; excelente com ou sem comida. 

Da cave para beber agora:

Mouchão Tinto 1997

Para um momento especial:

Mouchão Tinto 2011 

E um Mouchão Sobremesa-Dessert para rematar.

Borrego do Mouchão assado no forno

Borrego do Mouchão assado no forno

Ingredientes:

  • 2 pernas de Borrego da Herdade do Mouchão – aproximadamente 2Kg.
  • 8 dentes de alho – esmagados e generosamente temperados com flor de sal.
  • 2 colheres de sopa da pasta de pimentão doce caseira do Mouchão ou em alternativa pasta de pimentão doce de compra.
  • 2 colheres de sopa generosas de Azeite
  • 2 cebolas grandes às rodelas
  • 2 folhas de louro
  • 4 dentes de alho
  • Um ramo grande de salsa – picado rusticamente
  • 10 fatias de bacon
  • 250ml de vinho branco
  • 100ml de água
  • 1 caldo de carne
  • 1 Kg de batatas – descascadas e cortadas em cubos

Preparação:
Para melhores resultados, o borrego deve ser preparado de véspera. As batatas devem ser adicionadas imediatamente antes de cozinhar.

  1. Misturar o alho esmagado, a pasta de pimentão e o azeite. Esfregar ambas as pernas de borrego com o preparado.
  2. Num recipiente de barro, colocar as pernas de borrego sobre uma cama de cebolas às rodelas.
  3. Espalhar por cima das pernas de borrego a salsa, o louro e o caldo de carne esfarelado.
  4. Despejar o vinho branco sobre o borrego.
  5. Cobrir as pernas de borrego com as fatias de bacon.
  6. Imediatamente antes de colocar o borrego no forno, colocar as batatas no tabuleiro e cobrir o tabuleiro com papel de prata.
  7. Pré aquecer o forno a 170-180 C e colocar o tabuleiro no forno por aproximadamente 3 horas ou até a carne descolar do osso.
  8. Deixar descansar durante 10 minutos. Retirar a carne dos ossos e colocar na travessa juntamente com as batatas. Despejar o molho por cima.
  9. Servir com legumes e verduras da época, ou com uma salada de alface e tomate.

Acompanha com:

Mouchão Tinto 1985

Três Perguntas a Filipe Roboredo Madeira

Filipe Roboredo Madeira, um dos responsáveis máximos da CARM.

Quem é o Filipe Roboredo Madeira?

O Filipe Roboredo Madeira é um dos responsáveis máximos da CARM.

Costuma dizer que é o “Azeiteiro”, no sentido em que a sua ligação à empresa começou na produção de azeites, pela qual ainda hoje é o responsável directo.

Um vinho e o prato que melhor o acompanha?

 Maria de Lourdes tinto com Bacalhau à Brás.

Dicas para melhorar a experiência com o vinho?

Na produção, o vinho melhora substancialmente se for produzido com uvas sãs e de excelente qualidade como as que produzimos no Douro Superior.

No consumo, a questão da temperatura e de copos adequados é fundamental; mas tão, ou mais importante, é serem bebidos em boa companhia.

Um vinho CARM para:

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 CARM Reserva tinto

Fica sempre bem! 

Guardar e beber daqui a 10 anos:

CM 2013 tinto

Levar para uma ilha deserta:

Vinha da Urze branco

Para beber enquanto cozinha:

CARM Reserva branco

Para o final do dia:

Marquês d’Almeida Grande Reserva branco

um vinho da Beira Interior. 

Da cave para beber agora:

CARM SO2 Free Touriga Nacional 2011 tinto

Para um momento especial:

Maria de Lourdes 2011 tinto

Três Perguntas a Sandra Alves

Sandra Alves, Enóloga do Esporão

Quem é a Sandra Alves ?

Transmontana de gema, nascida e criada em Vila Real, que na infância brincava e corria entre vinhas e olivais. Sempre fascinada pelo processo único de criação de cada vinho, de como este conta as histórias das gentes e cria relação entre as pessoas.

A opção académica natural foi Enologia, na UTAD, e, mais tarde, na ESB/UC do Porto. Entretanto, colaborei em diferentes empresas nacionais e internacionais do sector vitivinícola, sempre na adega, ligada à criação de vinhos.

Hoje é a planície Alentejana que me cativa, onde os vinhos são tão genuínos como a terra que lhes dá origem.

Um vinho e o prato que melhor o acompanha?

Esporão Reserva 2016 branco com bacalhau assado na brasa.

Dicas para melhorar a experiência com o vinho?

Formato e limpeza dos copos: copos finos, com pé, formato mais largo na base e estreito no topo; assegurar que os copos estão lavados e sem cheiro de detergente ou mofo;

Temperatura do vinho: muitos rótulos aconselham a temperatura ideal; esta informação pode encontrar-se nas fichas técnicas quase sempres  disponíveis online;

Espaço físico da prova: com luz natural, sem cheiros, sossegado;

Um vinho Esporão para:

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Esporão Colheita 2015 tinto

Guardar e beber daqui a 10 anos:

Esporão Canto do Zé Cruz / (Aragonez) 2013 tinto

Levar para uma ilha deserta:

Esporão Verdelho 2016 branco

Para beber enquanto cozinha:

Defesa do Esporão 2016 rosé

Para o final do dia:

Esporão Colheita 2016 branco

Da cave para beber agora:

Esporão Private Selection 2008 tinto

Para um momento especial:

Esporão Torre 2007 tinto

Três perguntas a Paulo Ruão

Paulo Ruão, responsável pela direção técnica e enólogo da empresa Lavradores de Feitoria

Quem é o Paulo Ruão ?

Nasceu a 22 de Julho de 1962 em Paredes, Porto, em plena Região dos vinhos verdes.

É licenciado em Enologia pela UTAD, fez formação no L’Institut L’Oenologie de Bordeaux e desempenhou funções de Diretor de Enologia na empresa de Vinho do Porto RAMOS PINTO de 1988 a junho de 2005.

Neste período, foi membro do grupo de estudo das categorias especiais do vinho do Porto, no IVDP; membro do grupo técnico da associação das empresas do Vinho do Porto e membro da junta especial das aguardentes da mesma associação.

Foi elemento do Júri do concurso Wine Challenge em Londres, e deu formação na Escola Superior de Biotecnologia da Uni. Católica.

É membro da Comissão do Estatuto do profissional de Enologia, que compete conferir o título profissional de Enólogo. É desde então, responsável pela direção técnica e Enólogo da empresa Lavradores de Feitoria, na região do Douro, e membro do conselho de administração.

Um vinho e o prato que melhor o acompanha?

Para esta pergunta, respondo com uma ligação que me marcou muito, que achei perfeita e parece que o vinho foi criado para a acompanhar, que é o Meruge tinto com algum tempo de garrafa, por exemplo o 2011, com Coxa de pato confitada crocante (Confit de canard), acompanhada com batata e legumes.

Muito simples mas divinal.

Dicas para melhorar a experiência com o vinho?

Uma das dicas importantes é, ao escolher um vinho, ter sempre em conta a sua denominação de origem (DOC). Este detalhe permite saber ou orientar para um estilo/perfil de vinho que vai beber. Ao escolher um vinho sem denominação, pode ter algumas surpresas. Outra das dicas importante, é a temperatura de se beber o vinho. Deve-se sempre verificar, a que temperatura o produtor aconselha que o vinho seja servido, no sentido de potenciar todas as suas qualidades obtendo-se assim o melhor resultado.

A escolha do copo que vai beber o vinho é importante, porque vai influenciar a prova.

Quando estamos a criar um vinho, todo ele é pensado para ser servido em copo de vidro fino, mais ou menos aberto para se poder sentir o aroma, e de seguida o paladar, que faz parte do prazer de se tomar um vinho. Para os diferentes vinhos foram criados diferentes copos, daí a sua importância. Normalmente para vinhos brancos, vinhos mais aromáticos e mais exuberantes, são escolhidos copos mais fechados e mais altos, com o objetivo de canalizar os aromas para o nariz, para que possam ser detetados mais facilmente. Para os vinhos tintos, escolhem-se copos maiores e mais largos para que recebam o ar no seu meio, libertando os aromas e os sabores que caracterizam o vinho.

Outra dica importante é tentar escolher o vinho de acordo com o prato que se vai comer, por exemplo, se vai comer carne vermelha, suculenta e bem temperada, deve escolher de preferência um vinho tinto, com algum corpo e uma boa estrutura (ver doc), normalmente ligam melhor. Se escolher um prato mais suave, por exemplo com carnes brancas ou pastas, deve escolher um vinho mais suave e mais leve, menos encorpado e até menos alcoólico, ou até um Branco mais encorpado, por exemplo com estágio.

Os vinhos brancos, por serem mais leves, elegantes e mais frescos, ligam muito bem com saladas e pratos de peixe e marisco.

À medida que se vai tendo experiência com o vinho, pode-se ousar fazer ligações menos tradicionais, usando vinhos com idade e longos estágios em garrafa, obtendo sensações excelentes.

Este é verdadeiro mundo do Vinho.

Um vinho Lavradores de Feitoria para:

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Três Bagos Reserva tinto

Guardar e beber daqui a 10 anos:

Três Bagos Grande Escolha 2014 tinto

Levar para uma ilha deserta:

 Meruge Tinto

Para beber enquanto cozinha:

Lavradores de feitoria Branco

Para o final do dia:

Três Bagos Sauvignon Blanc branco

Da cave para beber agora:

 Quinta da Costa das Aguaneiras 2011 tinto

Três Perguntas a Natacha Teixeira

Natacha Teixeira, Administadora da Quinta do Sobreiró de Cima 

Quem é a Natacha Teixeira?

Terceira geração da família a fazer vinhos com amor e dedicação. 38 anos, administradora de um grupo de empresas.

Ligada às raízes da vinha, sente orgulho na sua região e do que melhor sabem fazer na Quinta do Sobreiró de Cima.

A sua grande missão é preparar a quarta geração, os seus filhos para que: amem fazer vinhos com a mesma intensidade!

Um vinho e o prato que melhor o acompanha?

Reserva da Família 2004 tinto a acompanhar com Pudim Abade de Priscos.

Dicas para melhorar a experiência com o vinho?

Sem dúvida a qualidade dos copos, a temperatura é fundamental entre ter um bom ou um mau vinho, mas a companhia é essencial…

Partilhado com amigos ou alguém especial, melhora todos os vinhos.

Um vinho Quinta do Sobreiró de Cima para:

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QSC 2016 rosé 

Guardar e beber daqui a 10 anos:

QSC Grande Reserva 2015 tinto

Levar para uma ilha deserta:

QSC Verdelho 2016 branco

Para beber enquanto cozinha:

QSC Reserva 2014 tinto

Para o final do dia:

QSC Regional 2016 tinto ou 2016 branco, mediante o gosto de cada um!

Da cave para beber agora:

QSC Vinha de Rio Torto 2007 tinto

Para um momento especial:

QSC Reserva da Família 2004 tinto

Três Perguntas a Hamilton Reis

Quem é o Hamilton Reis ?

Enólogo da Cortes de Cima, um tripeiro de gema apaixonado pelo Alentejo.

Um vinho e o prato que melhor o acompanha?

Cortes de Cima Amphora 2015 tinto, a acompanhar cabrito em forno de lenha (a minha mãe mata-me se vos der a receita)

Dicas para melhorar a experiência com o vinho?

Rodear a garrafa de família e amigos, partilhar a mesma pausadamente com a cadência de um almoço de Domingo, sem pressas, ao ritmo do vinho…

Um vinho Cortes de Cima para:

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Chaminé 2015 tinto em 3L, os amigos são bastantes!

Guardar e beber daqui a 10 anos:

Cortes de Cima Reserva 2012 tinto 

Levar para uma ilha deserta:

 Incógnito 2012 tinto

Para beber enquanto cozinha:

Cortes de Cima Alvarinho 2015 branco

Da cave para beber agora:

Cortes de Cima Aragonez 2004 tinto

Para um momento especial:

Cortes de Cima Petit Verdot 2008 tinto

Três Perguntas a Miguel Pereira

Responsável Comercial da Messias

Quem é o Miguel Pereira ?

Miguel Pereira, 43 anos, é o responsável comercial da Messias.

Ocupa o cargo desde o inicio deste Março de 2017. Além da área comercial, também abraça o planeamento e estratégia da renovação da Messias.

Após formação em Marketing e Vendas, e durante a Direção Comercial numa empresa na área da Publicidade, cria um blog onde partilhava as suas experiências com o vinho. Entra no mundo do vinho para ocupar o cargo da área comercial uma pequena distribuidora nacional.

Dois anos depois, aceitou um desafio para ser responsável comercial da Casa da Passarella. Um cargo que deu-lhe muito gozo, pois ajudou a colocar esta Casa centenária, de novo, nas bocas do mundo. Após quase 4 anos no cargo, um novo desafio surgiu: ajudar a colocar a Messias no lugar onde deve estar, entre os primeiros.

Um vinho e o prato que melhor o acompanha?

Leitão da Bairrada e Espumante Messias Baga/Arinto.


Foto Rota da Bairrada

Uma ou mais dicas para melhorar a experiência com o vinho?

Além das temperaturas adequadas e copos a condizer, a minha dica para um melhor aproveitamento de um vinho, é a partilha.

Não existe melhor momento do que partilhar um vinho de que gostamos com quem gostamos. Melhor ainda se a pessoa (as) forem aficionados como nós.

Um vinho Caves Messias para:

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Porto Messias Colheita 1985 fortificado

Guardar e beber daqui a 10 anos:

Messias Clássico Garrafeira 2013 tinto

Levar para uma ilha deserta:

Porto Messias Colheita 1943 fortificado

Para beber enquanto cozinha:

 Messias Espumante bruto

Para o final do dia:

Porto Tónico com Messias White Dry fortificado

Da cave para beber agora:

 Messias Clássico Garrafeira 2010 tinto

Para um momento especial:

Triunvirato Nº4 tinto

Melhores do Ano 2017 – João Paulo Martins

Melhores do Ano 2017 – João Paulo Martins

Aqui fica a lista de premiados presentes no Adegga WineGuide

Vinho Tipo Prémio
Chryseia 2015 Tinto Melhores do Ano
Messias Garrafeira Clássico 2013 Tinto Melhores do Ano
Mouchão Tonel 3-4 2011 Tinto Melhores do Ano
Torre 2011 Tinto Melhores do Ano
Monte da Ravasqueira Vinhas das Romãs 2014 Tinto Melhores do Ano
Soalheiro 2016 Espumante Melhores do Ano
Messias Grande Cuvée Milésime 2013 Espumante Melhores do Ano
Messias Colheita 1963 Fortificado Melhores do Ano
Quinta do Vesúvio Vintage 2015 Fortificado Melhores do Ano
Graham’s The Stone Terraces Vintage 2015 Fortificado Melhores do Ano
Bacalhôa Moscatel de Setúbal Superior 20 anos 1996 Fortificado Melhores do Ano
João Portugal Ramos Loureiro 2016 Branco Boas compras até 4€
João Portugal Ramos Loios 2016 Branco Boas compras até 4€
Lavradores de Feitoria 2016 Rosé Boas compras até 4€
Quinta do Sobreiró de Cima 2016 Tinto Boas compras até 4€
Castelo do Sulco Selecção dos Enólogos Reserva 2016 Tinto Boas compras até 4€
João Portugal Ramos Loios 2016 Tinto Boas compras até 4€
Poças Reserva 2016 Branco Os melhores entre os 4€ os 10€
Quinta do Valdoeiro Chardonnay 2016 Branco Os melhores entre os 4€ os 10€
João Portugal Ramos Duorum 2015 Tinto Os melhores entre os 4€ os 10€
Altano Reserva 2015 Tinto Os melhores entre os 4€ os 10€
Quinta do Gradil Tannat 2015 Tinto Os melhores entre os 4€ os 10€
Monte da Ravasqueira Reserva 2013 Tinto Os melhores entre os 4€ os 10€
Poças LBV 2015 Fortificado Melhores Vinhos do Porto LBV