Três Perguntas a Rui Virgínia

Rui Virgínia, mentor do projeto Quinta do Barranco Longo

Quem é o Rui Virgínia ?

Pai dedicado a dois filhos extraordinários, casado, empresário agrícola e mentor do projeto Quinta do Barranco Longo.

Licenciado em Gestão de Empresas pela Universidade de Évora.

Um vinho e o prato que melhor o acompanha?

Remexido Branco nº3 com cataplana de polvo e batata doce.

Dicas para melhorar a experiência com o vinho?

Não vou dar uma dica!

Vou proporcionar uma grande experiência com o vinho, que pra mim, é aquela em que estamos a apreciar, a gostar muito, sem termos visto o rótulo e sem sabermos quem é o produtor ou a sua região de origem.

Um vinho Quinta do Barranco Longo para:

Guardar e beber daqui a 10 anos:

Barranco Longo Reserva Alicante Bouschet 2013

Levar para uma ilha deserta:

Quê Espumante Branco Reserva Bruto Natural

Para beber enquanto cozinha:

BlushRose, Rosé Tête de Cuvée 2016

Da cave para beber agora:

Remexido Tinto nº1 (Colheita 2008)

Para um momento especial:

Chrysoperla Tinto, Limited Edition

Lançamento Cortes de Cima Dois Terroirs 2014

Lançamento Cortes de Cima Dois Terroirs 2014

Este lote de 50% Aragonez, 25% Syrah e 25% Pinot Noir resulta da fusão de dois terroirs distintos. Pinot Noir, plantada nas areias da fresca costa atlântica, contribui com frescura e elegância, que equilibra a abundante fruta do Aragonez e da Syrah, plantadas nos solos argilosos sobre calcário no interior da região.

Três Perguntas a Sophia Bergqvist

Co-proprietária e gestora da Quinta de la Rosa

Quem é o Sophia Bergqvist?

Sou co-proprietária e gestora da Quinta de la Rosa, propriedade duriense situada junto à vila do Pinhão, mesmo à beira rio.

Nasci no Líbano, mas sou inglesa e tenho alma portuguesa.

Depois da morte da minha avó, por quem tinha uma profunda admiração, incentivei o meu pai a explorar a Quinta de la Rosa.

Começámos, em 1998, a produzir os nossos próprios vinhos do Porto – até então, vendíamos a outras casas.  Seguiram-se os vinhos de consumo e o turismo.

Fomos dos primeiros, no Douro, a explorar estas vertentes.

Sou casada e tenho 3 filhos. Quando não estou a viajar pelo mundo a vender os nossos vinhos, divido o meu tempo entre a Quinta de la Rosa e Inglaterra. Moro perto de Oxford, onde o meu marido, Philip, é advogado.

Um vinho e o prato que melhor o acompanha?

Quinta de la Rosa Tawny 10 Anos com a tarte chocolate e laranja do restaurante MORO, em Londres, ou com a torta de laranja do nosso restaurante, o Cozinha da Clara, na Quinta de la Rosa.

Receita: Oito ovos; raspa e sumo de uma laranja; 400g de açúcar e duas colheres de sopa de farinha.

Misturar tudo e levar ao forno, a 180 graus durante dez minutos. Enrolar!

 Restaurante Cozinha da Clara

Dicas para melhorar a experiência com o vinho?

A qualidade do copo é essencial. É muito interessante ver como são diferentes as sensações quando provamos o mesmo vinho em copos diferentes. E aqui refiro-me quer a comparar copos de baixa qualidade com copos próprios para vinho – da Riedel ou Schott Swiezel, por exemplo – mas também copos com diferentes tamanhos e aberturas, ou seja, diferentes modelos.

A temperatura do vinhos é super importante; quando não se sabe ou há dúvidas, é preferível servir um vinho mais fresco, porque é fácil aquecer o vinho no copo, do que o contrário. Servir vinhos quentes é a pior coisa que se pode fazer.

Um vinho Quinta de la Rosa para:

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Passagem Reserva Tinto, de qualquer ano! (é um vinho da Quinta das Bandeiras, uma joint venture entre a Quinta de la Rosa e Jorge Moreira/Poeira)

Guardar e beber daqui a 10 anos:

La Rosa Reserva Tinto 2015

Levar para uma ilha deserta:

La Rosa Reserva Branco 2016

Para beber enquanto cozinha:

La Rosa Rosé 2016

Da cave para beber agora:

Quinta de la Rosa Vale do Inferno Tinto 2005

Para um momento especial:

Porto Vintage 1960 (colheita particular)

The Enthusiast 100 of 2017


Foram divulgados os 100 vinhos mais entusiasmantes de 2017 segundo a revista WineEnthusiast

Aqui ficam as entradas na lista dos vinhos portugueses.

Posição Vinho Tipo
9 Taylor Fladgate 325 Anniversary Fortificado
13 Pêra-Manca 2014 Branco
24 Monte da Ravasqueira Vinha das Romãs 2014 Tinto
34 Ponte das Canas 2012 Tinto
56 Quinta da Rede Grande Reserva 2015 Branco
74 Aveleda Reserva da Familia 2015 Branco

Consultar todos os premiados aqui

Três Perguntas a António Maçanita

Produtor e enólogo, António Maçanita WineMaker

Quem é o António Maçanita ?

 

Sou filho de mãe Alentejana, pai Açoriano e avô Algarvio, nascido em Lisboa.

Fui ginasta desportivo, dos 6 aos 16 anos e cheguei a representar Portugal, depois jogador de rugby onde também cheguei a fazer parte das seleções de juniores.

Tive e tenho como hobbies bodyboard e caça submarina.

Sempre fui forte em ciências e licenciei-me em Agro-Industrial no Instituto Superior de Agronomia em Lisboa, onde no 2º ano me mordeu o bicho da viticultura.

Tentei em 2000 plantar uma vinha nos Açores, mas foi queimada por uma tempestade de mar: Fui estagiar para a Califórnia em 2001 e 2002, depois Austrália em 2003, ano em que arranquei o projeto da Malhadinha Nova e também fui trabalhar para o Lynch Bages em Bordéus.

De regresso a Portugal, com pouco dinheiro, emprestado, comprei umas uvas em conjunto com o David Booth um viticultor e amigo e é assim nasce a FITAPRETA no Alentejo.

Depois seguiram-se os projectos de consultoria, em 2005 a Quinta de Sant’Ana, Arrepiado Velho, Cem Reis, entre outros, e ainda revolução do Algarve em 2006: João Clara, Cabrita,  Paxá, Quinta do Francês.

Em 2007 conheço o Filipe Rocha e iniciei uma colaboração anual com a Escola de Hotelaria dos Açores, região na qual sempre quis fazer um trabalho.

Em 2010 surge a oportunidade de lançar uma colaboração para me envolver no projecto de recuperação do Terrantez do Pico, casta autóctone e única no mundo, à data quase em extinção e desconsiderada pelos locais, e que hoje é uma casta respeitada, fora de risco e que produz vinhos de exceção.

Ainda nos Açores, em 2013, proponho lançar um projeto de consultoria gratuita para todos os produtores do Pico que é apenas aceite pelo Paulo Machado. Nessa vindima fizemos o nosso primeiro vinho em conjunto, com outra casta autóctone e única no mundo, o Arinto dos Açores, ainda sob o nome da Fitapreta.

Em 2014, os três fundamos a Azores Wine Company.

Entretanto, em 2011, a minha irmã Joana Maçanita desafia-me para começarmos a fazer vinhos em conjunto no Douro, um projeto em franco crescimento e no qual nos temos divertido muito.

Um vinho e o prato que melhor o acompanha?

Rosé da Fita Preta com o caril de domingo, preparado pela minha mulher!

A receita é segredo…

Dicas para melhorar a experiência com o vinho?

Beber o que se gosta e evitar papagaismo!

Um vinho António Maçanita WineMaker para:

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Rosé Vulcânico 2016 

Guardar e beber daqui a 10 anos:

Preta – Homenagem David Booth – 2013

Levar para uma ilha deserta:

Um vinho? O Verdelho 10 anos, que dá para abrir e ir bebericando ao longo de anos.

Para beber enquanto cozinha:

Quase sempre brancos de frescura, como Fita Preta Branco, Maçanita Branco ou, claro, um Branco dos Açores!

 

Para o final do dia:

Uma bela mini 🙂

Da cave para beber agora:

 Branco de Talha 2010

Para um momento especial:

 Espumante de Terrantez do Pico 2011 – fizemos 100 garrafas…

Três Perguntas a Ana Hespanhol

Ana Hespanhol, produtora MHespanhol

Quem é a Ana Hespanhol?

A Ana é uma sonhadora.

A mais nova das Marias, (para quem já as conhece pelo Zimbro) e a filha do Manel (Pinto Hespanhol – para tantos mais que o conheceram pelos seus feitos e do Calços do Tanha).

Da Régua, passou pelo Porto, emancipou-se em Dublin, deu a volta ao mundo para perceber que o melhor lugar era o Douro, junto da sua “tribo”.

Em 2001 tudo isto pareceria muito estranho, mas a verdade é que agora passa o seu tempo entre Alijó e o Tua dedicada a aprender o vinho e a vinha, e acima de tudo a descobrir o Zimbro.

Um vinho e o prato que melhor o acompanha?

Arroz, de preferência malandro, polvo, marisco ou tomate. O que tiver mais fresco.

O vinho vai variando mas gosto sempre do vinho da Casa!

Uma boa surpresa do DOC&Lei da Terça: Robalo no seu habitat acompanhado por Conceito branco 2011 e Grau Baumé rosé 2014

Dicas para melhorar a experiência com o vinho?

Beber com família e amigos e fugir de temperaturas altas.

Um vinho MHespanhol para:

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Zimbro 2013 tinto

Guardar e beber daqui a 10 anos:

Uma magnum de Zimbro 5 Marias 2014 tinto

Levar para uma ilha deserta:

Grau Baumé 2014 rosé

Para beber enquanto cozinha:

Zimbro Reserva 2010 branco

Da cave para beber agora:

Calços do Tanha Tinta Amarela 2005 tinto

Para um momento especial:

Zimbro Grande Reserva 2009 tinto

Três Perguntas a António Luís Cerdeira

Mª João Cerdeira, Palmira Cerdeira e Luís Cerdeira, gestor e enólogo da Quinta de Soalheiro

Quem é o António Luís Cerdeira ?

Rigoroso, persistente e organizado, sempre com humor e vontade de inovar

Natural de Melgaço, António Luís Cerdeira nasceu no mundo do vinho e da vinha. Conhecedor profundo do Alvarinho, atualmente é gestor e enólogo do Soalheiro, funções que desempenha com paixão e alegria.

Com um sorriso espontâneo, sente a adega e o Soalheiro como ninguém.

Tinha dois anos quando o seu pai, com a colaboração do seu avô, plantou a primeira vinha contínua de Alvarinho em 1974. Filho dos fundadores, foi a grande ligação, desde criança, à viticultura que o conduziu ao curso de Enologia na UTAD, concluído em 1994.

Depois de terminar o estágio realizado na Borgonha e apesar de acompanhar o seu pai desde que se lembra, é nesse mesmo ano que faz a sua primeira vindima como enólogo.

Em constante evolução e aprendizagem é um pilar inspirador para a criação dos novos Soalheiros. Sempre com curiosidade de saber mais e de inovar, faz com que a formação seja encarada sempre de forma continua e consistente.

Participa e incentiva o Soalheiro Team a participar em provas, visitas e cursos práticos, com vista a uma evolução qualitativa e diferenciadora.

Um vinho e o prato que melhor o acompanha?

Robalo ao Sal com Soalheiro Primeiras Vinhas – Fácil e rápido para homens e mulheres que não gostam de cozinhar!

Abrir o robalo e limpar a tripa (não retirar as escamas) e colocar um ramo de coentros (ou salsa) dentro do peixe. Colocar no fundo de um tabuleiro uma cama de sal que vai receber o robalo. Tapar completamente o peixe e apertar o sal para aderir bem (o sal pode ser misturado com clara de ovo).

Aquecer o forno a cerca de 200ºC e só depois colocar o tabuleiro com o peixe. Um robalo com cerca de 1,5 kg demora aproximadamente 45 minutos, contudo verificar se o peixe está pronto espetando por exemplo um palito no lombo (o palito deve sair facilmente).

Retirar o tabuleiro do forno e partir o sal (se misturar o sal com clara de ovo sai uma capa perfeita). Um bom acompanhamento, batata cozida e grelos salteados com um Soalheiro Primeiras Vinhas servido em copo de tinto!

Dicas para melhorar a experiência com o vinho?

A experiência do vinho é melhorada em primeiro lugar com bons vinhos, ou melhor com vinhos que gostamos acompanhados com bons amigos.

Essencial nesta experiência são os copos que devem ser grandes tanto nos brancos como nos tintos, elegantes porque os olhos também bebem e de toque delicado para estimular o nosso tacto.

Não esquecer a temperatura que permite disfrutar dos aromas de uma forma mais longa e prazerosa, copos grandes pedem temperatura mais baixa pois os vinhos brancos vão ficar à temperatura da sala rapidamente. Prefiro sempre temperatura mais baixa nos brancos (e tambem tintos) para depois poder esperar e disfrutar do vinho à temperatura que gosto cerca dos 12ºC e 16ºC respectivamente.

Um vinho Quinta de Soalheiro para:

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São todos … mas apenas vinho e conversa o Soalheiro Clássico 2016

Guardar e beber daqui a 10 anos:

Soalheiro Primeiras Vinhas 2015

Levar para uma ilha deserta:

Soalheiro Reserva 2016

Para beber enquanto cozinha:

Soalheiro Bruto Rosé 2013

Para o final do dia:

 Soalheiro Terramatter 2015

Da cave para beber agora:

Soalheiro Nature 2016

Para um momento especial:

Soalheiro Bruto Alvarinho 2015

Três Perguntas a Frederico Vilar Gomes

 Frederico Vilar Gomes, enólogo da Quinta do Sagrado 

Quem é o Frederico Vilar Gomes?

99% da minha vida resume-se em 4 palavras: Família, amigos, vinhos e surf.

 

Um vinho e o prato que melhor o acompanha?

Didier Dagueneau Pouilly-Fume Silex 2004 acompanhado por um robalo de mar fresquíssimo e pescado à linha com cerca de 800gr e grelhado com escamas (sem ser escalado). O lume tem que estar no ponto, com a brasa relativamente forte.

Este é o melhor prato do mundo.

Dicas para melhorar a experiência com o vinho?

Sem duvida um copo adequado ao vinho, temperatura certa, servido por alguém que saiba e acima de tudo com boa disposição e/ou boa companhia.

Um vinho Quinta do Sagrado para:

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Quinta do Sagrado Reserva 2012

Guardar e beber daqui a 10 anos:

VT07 

Levar para uma ilha deserta:

Sagrado Rosé 2016

Para beber enquanto cozinha:

Quinta do Sagrado Reserva 2008

Para o final do dia:

Sagrado Branco 2015

Da cave para beber agora:

VT04

Para um momento especial:

Quinta do Sagrado Vintage 2011

Bacalhau Assado na Brasa

Bacalhau Assado na Brasa

Ingredientes (para 4 pessoas) :

  • 3 ou 4 postas de bacalhau
  • 2 ou 3 pimentos vermelhos
  • 6/8 dentes de alho
  • 600 g de batatas novas
  • azeite Virgem Extra Herdade do Esporão
  • salsa e pimenta preta q.b.

Preparação:

  1. Asse na brasa as postas de bacalhau até tostar ligeiramente a parte da pele.
  2. Depois de assado parta em lascas e retire as espinhas dorsais e de maior dimensão.
  3. Asse na brasa os pimentos vermelhos e depois de assados raspe a pele e corte em tiras finas.
  4. Coza as batatas com pele. Depois de cozidas retire a pele e corte às rodelas ou quartos.
  5. Esmague e corte os dentes de alho.
  6. Num tabuleiro, de preferência de barro, disponha as batatas, o bacalhau e o pimento vermelho.
  7. Tempere com salsa e pimenta q.b.
  8. Leve os alhos a alourar num tacho pequeno com azeite. Retire do lume e regue imediatamente o preparado do tabuleiro.

Nota: não lave as batatas depois de cozidas e retirada a pele. A goma da batata tem um papel importante no sabor deste prato.

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